quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
sexta-feira, 23 de janeiro de 2009
Frase do dia
Essa eu copiei do blog do Noblat. Adorei o trocadilho. Coitado do Obama; até aparecer outra novidade, só vai se falar dele...
“O curioso caso de Benjamin Button”
Quando li a crítica sobre o filme “O curioso caso de Benjamin Button”, pensei cá com meus botões como um filme com um argumento tão simples e surreal poderia estar criando tanta agitação entre críticos e espectadores. Não sou de remoer curiosidades e dúvidas por muito tempo; fui assistir ao filme hoje. E adorei.
Fora os efeitos, a perfeição no uso da maquiagem, a atuação primorosa do Brad Pitt (devo confessar que sempre admirei o rostinho lindo dele, mas o cara vem surpreendendo... já havia me dado conta disso em “Queime depois de ler”), a condução da história é belíssima. Palmas também para quem adaptou o roteiro.
Mais do que uma história sobre um cara esquisito que nasce com características de um idoso, e tem seu relógio biológico oposto ao de toda a humanidade, tornando-se jovem enquanto os outros envelhecem, trata-se da história de um cara que viveu intensamente. Um cara que soube entender que nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Que certas situações só podem ser vividas com plenitude em um momento específico. E é essa singularidade, é esse momento certo, que torna a vida especial. Não sei se por conta da fase que estou vivendo, esta mensagem do filme me marcou muito.
Benjamin sabia que estava destinado a amar Daisy (personagem de Cate Blanchett) desde o dia que a viu. Ele, com cerca de sete anos, mas aparentando um velho de mais de 70; ela, uma criança com seus belos e curiosos olhos azuis. Mas os anos deveriam passar, para que no meio de suas vidas, Benjamin e Daisy pudessem viver plenamente seu amor. Encontros e desencontros marcam esta história, como qualquer outra bela história de amor. A efemeridade da felicidade do casal é clara para Benjamin, que vai se sentindo cada vez mais fora da realidade à medida que rejuvenesce. Nem por isso deixou de viver cada instante de sua vida de maneira intensa, aproveitando todas (ou quase todas) as oportunidades que lhe surgiram, mesmo sem a companhia de Daisy.
Recomendo o filme e acho que ele merece todas as indicações que recebeu ao Oscar (foram 13, dentre elas a de Melhor Filme, Melhor Ator – para Brad Pitt, Melhor Direção e Roteiro Adaptado).
domingo, 18 de janeiro de 2009
Quando cheguei lá no Bonfim, minha senhora...
Quem tem fé, vai a pé, já diz o dito popular, que tem origem na crença de milhares de fiéis que acompanham o cortejo desde a Igreja da Conceição, no Comércio, até a Colina Sagrada, Igreja do Senhor do Bonfim, no bairro que leva o nome do santo. Não cheguei a ir à Igreja da Conceição, mas cheguei bem perto... também não subi a Colina Sagrada, as pernas não agüentaram... mas fiz uma boa parte do trajeto (fui a pé), e vi muitos seguirem o ritual a risca. E é lindo de ver!
Sim, há muito mais de profano do que de sagrado na Lavagem. Festas de camisas cujos freqüentadores nem sabem para que lado fica o Bonfim; partidos e políticos fazendo campanha, aproveitando a oportunidade de estar bem perto do povo (claro, com vários seguranças observando); bebidas, paqueras e tudo mais.
Mas mesmo com seu lado profano, é uma festa que guarda suas tradições. A massa vestida de branco caminha, nem todos chegam ao destino final, mas boa parte sabe onde é a reta final. É uma festa de paz, pouco se ouve falar de confusões. E a cada ano, fiéis renovam a fé no Senhor do Bonfim.
Glória a ti, neste dia de glória...
domingo, 11 de janeiro de 2009
Existe vida além do axé
E por falar no astro-rei, estamos na estação em que ele brilha mais forte. Ah, o verão... mais do que isso, ah, o verão em Salvador... A estação mais quente do ano, no sentido literal e metafórico. Parece que a cidade desperta.
Quem conhece Salvador sabe, não dá para comprar as opções culturais com Rio ou São Paulo. Ainda estamos entrando no circuito nacional de turnês, muita coisa ainda passa bem longe daqui, não temos muitos palcos na cidade. Mas estamos melhorando.
Há vida em Salvador fora do axé music. Não que este seja de todo ruim. Como boa geminiana, não tenho problema em passear pelas diversas facetas da cultura baiana. Ontem mesmo, estava eu “quebrando” com o Asa, aê!, no Trivela, em Praia do Forte. E foi muito bacana, antes que alguém comece a torcer o nariz. Mas vamos combinar, não tem como viver só dos ensaios de verão do axé.
Para quem não sabe, a cena rock, heavy e derivados é forte em Salvador. Existem boas opções para se ouvir o gênero no Rio Vermelho. Ainda no Rio Vermelho, para quem gosta de dançar ao som de hits dos anos 80 e 90, uma outra opção é a Borracharia (também chamada de Borrachinha, por uma amiga). Adoro o lugar, em especial, porque não se esbarra com os almofadinhas e as patricinhas da cidade. E o ingresso é bem baratinho...
Numa outra ponta da cidade, pertinho aqui de casa, no Cais Dourado, uma outra opção é a temporada de “Santo de Casa”, da Mariene de Castro. Samba da melhor qualidade. Discípula de Clara Nunes e D. Edith do Prato e outros grandes nomes do gênero, Mariene arrasa num show muito bem produzido, com cenário que lembra as festas populares do Recôncavo. Com um público bem animado, Mariene tem brilhado nas noites de sexta. Um dos pontos altos do show é a sua versão para “Vira”, um dos sucessos do Ney Matogrosso. A galera entra no clima! Para mim, o destaque fica com “Ilha de Maré”, que me transporta às ruas da Cidade Baixa, na Lavagem do Bonfim (tá chegando!). Nada mais propício, já que o Cais fica bem no trajeto do cortejo.
Ah, e eu não poderia deixar de falar da Jam no MAM, que acontece sempre aos sábados, por volta de 18h30, 19h. Só quem já foi sabe que clima fantástico é aquele! É inebriante... A dica é chegar cedo, passear pelo Parque das Esculturas (reabriu!!), ou assistir a um filme na Sala de Arte, ver o sol se por (devo dizer, ver o sol se pondo no MAM, na Baía de Todos os Santos, já é um espetáculo), e depois curtir o jazz.
É verdade que a indústria do Carnaval é pesada na Bahia, mas o lado B de Salvador resiste, reinventa-se e pulsa sempre mais forte. Essas foram algumas das opções que lembrei, mas existem outras, sempre existirão (se alguém tiver uma boa dica a dar, é só postar nos comentários). Nem só de axé vive essa cidade. Nossos ouvidos e cérebros agradecem!