terça-feira, 1 de setembro de 2009

A professora

Resisti até onde pude para falar do assunto, mas não deu. Todo mundo só fala nela: a professora Jaqueline, que teve sua “performance” durante um show de pagode filmada e publicada na internet. Perdeu o emprego. Mas quando tudo parecia perdido, a “pró” Jaque se tornou celebridade. Estampou o rosto em todos os telejornais, em rede nacional.

Não estou aqui para julgar a moça. Acho que cada um faz o que quer, diverte-se como quiser, dança o que quiser. Ela teve a privacidade exposta? Com certeza. Mas todos nós estamos expostos nesse mundo maluco que vivemos. Qualquer um pode ter sua imagem registrada em situações constrangedoras através de celulares e mini-câmeras.

Alguém pode dizer que ela subiu no palco porque quis, que sabia que estava sendo filmada por todos os celulares presentes. Mas será que a professora tinha noção da repercussão que o caso ia tomar? Alguém que tenha filmado a professora tinha a intenção de levar esta exposição a esse nível que chegou? O que leva um episódio como esse a uma repercussão tão grande, diante de tantos outros assuntos mais relevantes para a população baiana e brasileira?

Será que falta assunto? Não é o caso. Gripe suína, crise no Senado, obras inacabadas, acidentes e muitas outras mazelas. Não consigo entender o que pauta essa nossa imprensa. Talvez seja a mesma lógica behaviorista que leva ao sucesso de reality shows, como Big Brother e afins. A exposição da vida do outro, simples assim, como forma de distrair as pessoas de suas próprias vidas.

Sei lá. Não quero transformar esse meu blog num espaço filosófico. Só gostaria que cada um pensasse porque somos atraídos por casos como esse, por mais que a gente reprove esse tipo de pauta e ache perda de tempo da imprensa divulgar esse tipo de assunto. Eu mesma estou aqui, escrevendo sobre o assunto (mea culpa)...

sábado, 18 de julho de 2009

Eu sou assim

Sou assim, que posso fazer? Como qualquer ser humano, tenho meus momentos de confusão, minhas fraquezas.

Tenho ciúmes, sim. Sou possessiva. Tenho sangue nas veias. Apesar de nem sempre demonstrar, levo meus sentimentos ao extremo. Amo no limite do excesso de amar. Odeio com forças e não quero saber.

Sou mulher. Espécie confusa que nem sempre fala aquilo que quer dizer. Digo não, quando, na verdade, o sim quase atropela as palavras na boca. Digo sim, por vezes com a cabeça cheia de dúvidas e me arrependo depois. Nem sempre digo eu te amo quando dá vontade. Às vezes falo quando deveria me calar.

Sou assim, não tem muito jeito. Ansiosa até não agüentar mais. Odeio segredos. Sinto-me perdida quando não tenho o controle da situação. Por vezes a pressão me incomoda. Por vezes a rotina me sufoca.

Sou geminiana. Acordo dia sim outros também com aquele mau humor. Sinto necessidade de carinho e nem sempre sei dizer com exatidão. Não gosto de ficar sozinha. O escuro me assusta em algumas noites mais frias.

Sou assim e não sei ser de outra forma. Sei que fascino alguns, que afasto outros. Tento viver a minha vida da melhor forma, equilibrando fobias e manias, medos e assombros, vontades e desejos.

Por vezes acordo desejando ser diferente. Mas de que adiantaria? Teria outros defeitos e manias. E não vou negar que já estou acostumada com estes, que me caem tão bem.

Tenho a exata noção que não agrado a todos. Mas não sei não ser eu. E para aqueles a quem amo, peço sempre compreensão. Não sou do tipo que toma muito jeito...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vermelho

Vanessa da Matta

Gostar de ver você sorrir

Gastar das horas pra te ver dormir

Enquanto o mundo roda em vão

Eu tomo o tempo

O velho gasta solidão

Em meio aos pombos na Praça da Sé

O pôr do Sol invade o chão do apartamento


Vermelhos são seus beijos

Que meigos são seus olhos

Ver que tudo pode retroceder

Que aquele velho pode ser eu

No fundo da alma há solidão

E um frio que suplica um aconchego


Vermelhos são seus beijos

Quase que me queimam

Que meigo são seus olhos

Lânguida face

Seus beijos são vermelhos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face


Ver que tudo pode retroceder

Que aquele velho pode ser eu

No fundo da alma há solidão

E um frio que suplica um aconchego


Vermelhos são seus beijos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face

Seus beijos são vermelhos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face

domingo, 31 de maio de 2009

Mulheres e vinhos


Amanhã completo mais um ano de vida. São 27 ao todo. Alguém me disse uma vez que quando a mulher completa 15 anos, parece que o tempo passa mais rápido. Não levei a sério, mas é verdade. Lembro exatamente o dia em que debutei. E os anos realmente passaram voando.

Não reclamo da idade. Talvez porque ainda não me pesou de fato, ou os efeitos da gravidade ainda não tenham atingido meu corpo. Devo confessar que não troco os meus ainda 26, pelos meus 16, por exemplo. Hoje me sinto muito mais bonita do que há 10 anos, muito mais satisfeita com meu corpo, meu cabelo.

Hoje me vejo fazendo planos que nunca havia imaginado. Fazendo coisas que não havia planejado. Colhendo frutos de sementes que plantei. Acredito que ainda estarei melhor quando chegar aos 30, depois aos 40. Talvez atravesse a crise da meia idade, mas não me vejo tão preocupada com a pressão do tempo.

Acredito que as mulheres amadurecem e se tornam mais interessantes, como acontece com os vinhos. O aroma se altera, o sabor da uva se encorpa e as combinações que podem ser feitas com pratos tornam-se prazeres inusitados. Cada idade possui o seu sabor, o seu aroma. E o segredo da vida é saber fazer as combinações para obter os mais inusitados prazeres.

sábado, 23 de maio de 2009

Poeminha do Contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

(Mário Quintana)

Ser ou não ser forte

Sempre me considerei uma pessoa forte. Ainda me considero assim. Mas por vezes, esta característica que pode ser vista como uma qualidade, pode se tornar um defeito. Sim, quem diria que a tão aclamada autoconfiança poderia ser algo ruim?

Na verdade, a autoconfiança pode ser ruim quando esta te impede de pedir ajuda. Quantas vezes a minha vontade era gritar ao mundo: “Socorro! Preciso de ajuda!”, mas o bendito excesso de autoconfiança me impediu? Claro, alguém forte não pode ficar pedindo arrego, tem que resolver seus próprios problemas sozinha.

Mas esse engolir problemas, achando que se pode resolver tudo sozinha, pode trazer muitas dificuldades. Sou vítima de algumas delas. Não sei falar sobre os meus problemas; sempre fui melhor lidando com os problemas dos outros. Quantas vezes me senti sozinha com meus pensamentos, mesmo estando rodeada de pessoas queridas que, com certeza, estariam dispostas a me ajudar. Não gosto de me queixar, tenho receio de desabafar. Chorar, então...

Por vezes queria ser um pouco mais fraca. Saber demonstrar melhor os meus sentimentos. Poder falar de problemas sem medo de que as pessoas me achem impotente ou incapaz. Poder dizer, vez ou outra, que tudo que eu preciso é de um colo, de palavras carinhosas, de conselhos amigos.

Não é fácil para mim. Sei que sou fechada; para alguns, até mesmo fria e racional demais. Estou tentando me abrir mais, falar mais de mim, sem receio de julgamentos. Tentando ser eu mesma, sem me esconder daqueles que amo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nós


Acordo pela manhã e me deparo com teu respirar ao meu lado. Quase sempre calmo, sereno, pacificador. Não resisto e sempre acabo te abraçando antes de levantar. Tuas mãos quentes me dão ânimo para enfrentar o dia.

Café da manhã, quase sempre preparado por mim, conversas na varanda entre frutas e suco. Mesmo atrasados, nada de abrir mão desse momento sagrado; odeio tomar café da manhã correndo. Corremos depois, para evitar um congestionamento que não tem como fugir. Mais conversas e planos para o dia. Lembretes do que fazer ou comprar, acertos de horário e até mais tarde.

Mergulhamos em nossas rotinas, distantes. A paz de casa me alcançou no trabalho. Tenho andado mais calma, menos ansiosa e perfeccionista. Acho que desisti da ideia de mudar o mundo... ou melhor, entendi que já se faz muita diferença mudando o mundinho ao nosso redor; não há como fazer a parte dos outros. Organização de tarefas, execução de demandas, alguns sucessos, algumas chateações. Parte da rotina, que tento sempre deixar no escritório ao atravessar a catraca para sair.

Encontrar com você na saída me dá a certeza que o trabalho acabou. Risadas ou desabafos durante o congestionamento, depende de como foi o dia de cada um. Reconforto e carinhos entre uma parada e outra. O que acho mais bacana em nós é o interesse um pelo outro, a vontade de que tudo esteja bem, que nenhum aborrecimento possa estragar nossos momentos juntos.

Já disse a você o quanto te adoro. E o quanto tem sido bom te ter ao meu lado. Sem pressa, nos deixando levar pelos sentimentos, aproveitando momentos, curtindo acima de tudo as nossas vidas.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pensamento by Clarice Lispector

Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito.

Clarice Lispector, escritora

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um edifício no meio do mundo















Composição: Ana Carolina e Jorge Vercilo

Os meus olhos cheios d'agua
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?

Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não o falta nada pra gente ser feliz agora

Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre

Me prenda em seus braços
É o que eu te peço

Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão

Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão

Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre

Me prenda em seus braços
É o que eu te peço

Para ver o clipe no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=PrGOTry2NHQ

terça-feira, 24 de março de 2009

O grande dia

Entre malas de roupas, livros e demais cacarecos me encontro agora. Amanhã será o grande dia. Mudança. A saída da casa de minha mãe nunca me assustou, pelo contrário. Venho me preparando para ela há quase três anos. Foram períodos de conflito, convencimento, ansiedade, acomodação, novos conflitos, e por fim, decisões e ações que levaram a esse momento.

Estou ansiosa. Como já escrevi aí em cima, sei que a mudança trará muitas situações novas, para o bem e para o mal. Quero curtir cada momento desta nova fase, com a intensidade que merecem.

Ando um pouco cansada com os preparativos. Nossa, nunca imaginei que uma pessoa podia juntar tantas coisas na vida. Mas foi fantástico achar fotos antigas, velhos diários, dizeres de amigos que há anos não tenho nem notícia... quando a gente carrega esses velhos cacarecos, leva também um tanto de lembranças junto com eles. É sua vida, que cabe numa mala ou várias caixas...

Revivi alguns bons momentos empacotando essas lembranças. Fotos minhas e de meu irmão, infância traquina na casa de meus avôs. Primos e amigos em Madre de Deus; momentos registrados em fotos, agendas e diários inacabados e inconstantes. Eita, que curti demais as dores e as delícias da adolescência. Meu álbum de formatura, meu diploma; vontade que eu tinha de sair correndo daquela faculdade... Trabalho de conclusão de curso, apostilas da especialização, antigas bonecas de jornais do Conselho de Psicologia. Bons tempos, grandes lições.

Sei que terei mais alguns momentos de nostalgia ao desempacotar tudo. Espero curtir em breve aquela sensação de alívio que se segue ao cansaço. Pois o cansaço já chegou e ainda tenho muito que fazer.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mudanças

Mudanças me revigoram. Adoro mudar. Tenho uma natureza inquieta, que me move para diferentes áreas de conhecimento, diferentes lugares, diferentes pessoas, diferentes emoções. Preciso de novos ares para me sentir viva.

Essas mudanças físicas sempre mexem com meu íntimo. Nunca sou a mesma depois de uma mudança, mínima que seja. Não que minha personalidade se transfigure, e eu seja o oposto de tudo aquilo que fui. Mas sempre fica um quê de evolução (ou regressão) após uma viagem, uma nova experiência profissional ou uma nova amizade.

Mudanças acrescentam... quase sempre. Algumas mudanças subtraem também. Por vezes trazem alegrias, por vezes saudades. Mas sempre trazem uma lição. Passei por grandes mudanças nesses últimos anos, e já escrevi sobre algumas delas nesse blog. Aprendi muito com cada uma delas. Sofri com algumas, tive alegrias com a maioria.

Esses dias me preparo para uma grande mudança. E apesar dela não ter se concretizado ainda, sinto que ela já vem mexendo comigo. É uma mudança planejada, preparada nos mínimos detalhes. Trouxe algumas dores de cabeça, algum stress, muita ansiedade. Também vem modificando a minha visão, meu relacionamento com algumas pessoas próximas, aumentando a tolerância para algumas situações difíceis para mim. Com certeza, me trará ainda mais lições.

Sei que irei me surpreender comigo mesma quando me encontrar sozinha. Sei que não será fácil cultivar o desapego. Sei que terei que lutar contra a superproteção materna. Também sei que terei que contar com essa proteção, vez ou outra. Não tenho medo do que está por vir. Se não der certo, sei que tenho para onde regressar, e isso me conforta e me fortalece. Por vezes uma mudança pode significar voltar a uma situação anterior, nunca se sabe. Um passo para trás para que se possa avançar mais dois. Aprendi no jogo de damas...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pensamento da semana

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo

(Serra do Luar, Walter Pinheiro)
Cantada por Leila Pinheiro

Obrigada pela contribuição, Fábio!

segunda-feira, 9 de março de 2009

São Paulo não é tão cinza...

São Paulo é uma cidade viva. O ritmo frenético de seus moradores contagia. A vida pulsa em suas ruas e em suas avenidas. Não há como não se espantar com esta cidade, onde tudo é muito grande, muito longe, onde é possível encontrar surpresas a cada esquina.

Caminhar pelas ruas de São Paulo é uma aventura deliciosa. No centro, os prédios históricos são uma visão deslumbrante. O que dizer da Estação da Luz, ponto em que ocorre a transição entre o metrô e a rede férrea, onde se pode chegar a vários pontos da cidade. Uma loucura de gente que vai e vem e um piano em meio ao salão que dá acesso aos trens e ao metrô. Passei por lá algumas vezes; em todas as vezes alguém dedilhava o piano, levando ao ambiente uma trilha sonora atípica, e que fazia parar os transeuntes, que por alguns segundos, esqueciam suas loucas rotinas.


Estação da Luz, São Paulo


E o formigueiro na 25 de Março? Sim, amigos, estive no tão falado centro de compras, onde populares e camelôs disputam espaço pelas calçadas. Tudo se acha por lá, só não há como comprovar a procedência... e quando passa o tal do Rapa, a correria começa e vendedores e clientes acabem se tornando cúmplices na vigilância e na fuga. Fiquei meio tonta em meio a tantos produtos e sacoleiros, e com um sol de lascar na moleira. Sim, na Terra da Garoa, o calor imperou nos últimos dias...

Outro aspecto de São Paulo é a possibilidade de conhecer pedaços de outras culturas em locais distintos da cidade. No Bixiga, a cultura italiana encanta com sua alegria e boa comida. A cantina mais antiga do local tem mais de cem anos! Fiquei tentada a voltar em agosto, quando ocorre a Festa da Querupita, santa que dá o nome a igreja do bairro, que segundo um descendente de italiano, funcionário de uma cantina local, é uma das festas mais animadas da cidade. Pelo pouco que vi da gente que mora no bairro, o rapaz deve ter mesmo razão.

Em outro bairro, a Liberdade, um cantinho que remonta o outro lado do mundo, o Oriente. Descendentes de japoneses, coreanos, chineses se misturam, num emaranhado de sabores, odores e visões. A feirinha de domingo e suas miudezas deixam qualquer um louco. Frutas e verduras inusitadas, roupas com cortes e estampas orientais, origamis de todos os tipos. Difícil lembrar tudo que vi, mas foi uma experiência fantástica.

Eu e Soraia no bairro da Liberdade, São Paulo



Fiquei devendo algumas visitas a outros pontos da cidade, mas como já disse no início, São Paulo é muito grande e meu tempo por lá, foi muito curto. Queria ter ido ao Mercado Municipal, ao Museu do Futebol, ao Ibirapuera... mais motivos para voltar à cidade de concreto, que de perto, é menos cinza do que se imagina. O colorido está na sua gente que apesar de apressada, mostra-se amável e sorridente.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Surpresas

Uma banda de pop rock nacional já cantou: “o amor pode estar do seu lado”. Por vezes achamos que este tipo de coisa só acontece em ficção, mas elas são realmente possíveis na vida real.

Engraçado como você pode conhecer uma pessoa há anos e, quando menos se espera, ver surgir um sentimento diferente entre ambos. Inesperado, mas intenso. Ninguém acredita que é verdade, até ver os dois juntos. Nenhum dos dois sabe explicar ao certo como tudo começou, apenas aconteceu.

Uma festa com a turma, alguns goles de bebida a mais, olhares insistentes, um beijo de surpresa, muita diversão. Nada que indicasse que a coisa iria para frente, afinal, é verão em Salvador. E só quem conhece o Verão de Salvador entende do que estou falando. E a coisa foi atravessando os ensaios e se firmou no Carnaval (!!). “Meu fevereiro foi tão bonito...”

A vida revela a cada dia a natureza surpreendente dos relacionamentos humanos. Num mundo em que a superficialidade impera, em que o prazer sem conseqüências é colocado em primeiro plano, a intensidade dos sentimentos surge de onde menos se espera. É preciso estar atento a estes momentos raros, e aproveitá-los com toda a magnitude que merecem.

Como já cantou o Barão Vermelho:

Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...

Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...

Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...

Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...

Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...

Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...

Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...

(Amor, meu grande amor – Ângela Ro Ro e Ana Terra)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Envolve

Envolve meus braços nos seus, criança. Embala meus sonhos e não deixa que qualquer pesadelo me alcance. Canta para mim canções de ninar, como quem embala uma criança aflita.

Envolve meu destino no seu, anjo. Leva-me para o céu com tuas asas prateadas, acaricia meu rosto enquanto me conta histórias do início dos tempos. Passeia comigo entre nuvens, faz de mim um querubim.

Envolve meu corpo no seu, vida. Tira minha roupa como criança maravilhada com brinquedo novo. Descobre cada parte de mim como um adolescente a encontrar o amor pela primeira vez. Dedica teus beijos mais doces a este momento.

Envolve minha vida na sua, bem querer. Nada te prometo além do sentimento que trago em meu coração, pois bem maior do que este eu não tenho a dar. Se te contentares apenas com minha vida na tua, se fores suficiente para ti apenas meus beijos e carinhos, terei certeza que encontrei a felicidade. Que ela perdure pelo tempo que tiver que perdurar.

Carnaval

Nada tenho a postar sobre o Carnaval, apenas que foi inesquecível. Seria injusto com tudo que vivi tentar descrever em palavras. Os momentos estarão para sempre gravados na memória, cada emoção, cada imagem, cada sensação.
Só tenho uma coisa a dizer: quem não conhece o Carnaval de Salvador não sabe o que está perdendo. É uma experiência para toda a vida!!
Cheiro, queridos!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Frase do dia

"As pessoas estão loucas e esses tempos são estranhos"

Bob Dylan, cantor norte-americano

sábado, 14 de fevereiro de 2009

I'm yours

Jason Mraz





Well you've done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracksand now I'm trying to get back
Before the cool done run out
I'll be giving it my bestest
Nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon its again my turn to win some or learn some

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love
Listen to the music of the moment people dance and sing
We're just one big family
It's our God-forsaken right to be lonely love loved love love

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Do you want to, come on, scootch over closer dear
And I will nibble your ear

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and I laughed
I guess what I'll be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanity and just go with the seasons
It's what we aim to do
Our name is our virtue

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find that the sky is yours
so please don't please don't please don't.
There's no need to complicate
'cause our time is short
This oh this oh this is our fate I'm yours

Oh I'm yours

PS: Essa canção, sim, demonstra bem a fase que estou vivendo, guys! Enjoy it!

Férias, please

A mente cansada se reflete no corpo. Nossa, quanto peso. Levantar da cama é uma tortura... o alarme bem que poderia ser mágico, para deixar que você durma mais uma meia-hora.

Falta paciência com os pequenos obstáculos do dia-a-dia. Engarrafamentos tiram qualquer um do sério, mas tem dias que um simples sinal vermelho pode enfurecer você. Estacionar ao chegar no escritório; fila no elevador; o telefone que toca, mal você coloca a bolsa em cima da mesa. Por que eu saí de casa mesmo?

Eu tenho um amigo que diz que se trabalhar fosse bom e trouxesse alguma satisfação, a gente não seria pago para realizá-lo. Seria um hobby. Não chego a ser tão radical, mas nos últimos tempos, essas oito horas de segunda a sexta tornaram-se intermináveis. Vai saindo tudo no automático. Telefone, e-mail, relatório, reunião, evento, reunião, e-mail... aaaaaah, posso ir para casa?

Quando se está no limite, a única coisa que pode consolar são as férias. Ah, férias... 30 dias de ócio extremo. Viagens, descanso. Nada de telefone e reunião. Momento que parece durar tão pouco. Por que quando se está trabalhando as horas passam tão devagar?

Não consigo imaginar pessoas que não tiram férias por opção. Que vão acumulando até que se tornem compulsórias. Adoro o que faço, as pessoas com quem trabalho, mas tem horas que a gente cansa. Precisamos ficar sem fazer nada, até para retornarmos revigorados para as atividades de rotina.

Estou contando os dias para as minhas férias. Corpo e mente irão agradecer... e muito!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Amado

Composição e interpretação: Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu

Fico desejando nós gastando o mar

Pôr-do-sol, postal, mais ninguém


Peço tanto a Deus

Para lhe esquecer

Mas só de pedir me lembro

Minha linda flor

Meu jasmim será

Meus melhores beijos serão seus


Sinto que você é ligado a mim

Sempre que estou indo, volto atrás

Estou entregue a ponto de estar sempre só

Esperando um sim ou nunca mais


É tanta graça lá fora passa

O tempo sem você

Mas pode sim

Ser sim amado e tudo acontecer


Sinto absoluto o dom de existir,

Não há solidão, nem pena

Nessa doação, milagres do amor

Sinto uma extensão divina


É tanta graça lá fora passa

O tempo sem você

Mas pode sim

Ser sim amado e tudo acontecer

Quero dançar com você

Dançar com você

Quero dançar com você

Dançar com você

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Frase do dia

Salve a Terra... é o único planeta com chocolate!



Essa eu copiei de um daqueles e-mails com .ppt que nos mandam pela internet.

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Farrinhas cariocas

Todos os amigos sabem da paixão que tenho pelo Rio. Sinto-me bem naquela cidade, onde tenho que ir por obrigação e onde me deixo ficar por diversão. Na semana que passou, o filme se repetiu, mas sempre tem algo de novo nas cenas cariocas.

Devo agradecer novamente ao meu amigo gracinha! Eu sei que não rola, Luis, mas a piada será inevitável por um bom tempo. Com a sua pilha Duracel, sempre tem uma programação de primeira na manga. De festa eletrônica a ensaio de escola de samba. Como diria uma amiga, você brilhou nesse fim de semana.

Fazia tempo que eu não ia para uma balada eletrônica. Gosto do som, mas em Salvador não tem tanto lugar bacana. Ou talvez eu precise passear mais pela cena eletrônica da cidade. A sexta à noite rendeu muitas gracinhas... :D

Já o sábado foi quase um grito de Carnaval. “Caracas”, deu até vontade de passar o reinado de Momo em terras fluminenses. “Que papo é esse? Cada um no seu quadrado? / No Mercadinho, 'tamu' junto e misturado”. Bairro de Laranjeiras, bloco Imprensa que eu Gamo (e como!) e muitos amigos, quase todos jornalistas. Brinquei que estava quase me sentindo em casa: bloco de rua, com trio. Com samba bom, melhor ainda!

Já à noite, ensaio de escola de samba. Quadra da Rocinha. Sem maiores comentários. Sempre me encanto com a bateria. Destaque para a Luisa Brunet, que estava por lá. Além de linda, muito simpática com todos. Ganhou a minha admiração. Falou com todos na quadra e não saiu até que o último fã a cumprimentasse ou tirasse uma foto.

Mas a passagem no Rio não foi só farra. Também teve seu lado cult. Visita à exposição do Vik Muniz, artista brasileiro que utiliza materiais inusitados para construir suas obras. Muito diferente. Bem que essa exposição poderia passar por Salvador. Pena que a arte não seja algo tão disseminado nesta minha terrinha tão provinciana. Segue o site com as obras do artista: http://www.vikmuniz.net/. Para quem estiver passando pelo Rio, vale a pena dar uma chegada no MAM e conferir.

Pois bem, o Rio de Janeiro continua lindo. E eu continuo apaixonada por esta cidade. Para matar as saudades, posto uma foto da minha paisagem preferida em terras cariocas.


Pão de açucar


Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades...
(Samba do avião – Tom Jobim)

domingo, 1 de fevereiro de 2009

Olhar para os lados

Por onde você se escondeu?
Andava sempre por perto
Eu sei
Mas nunca provocou a minha atenção

Agora resolveu fazer alarde
Atiçou minha curiosidade
Vi você
Outros sentidos foram levados pela emoção

Estranha arte esta de olhar para os lados
Perceber o que estava ali tão perto
Mas tão distante
Por percalços do destino ou pura distração

Estar feliz

Não existiria som
se não houvesse
o silêncio
Não haveria luz
se não fosse
a escuridão
A vida é mesmo assim
dia e noite
não e sim

(Certas coisas - Nelson Motta e Lulu Santos)




Quem disse que é difícil encontrar a felicidade? É preciso entender que a felicidade não é um ser, mas um estar. Ela é feita de momentos, efêmeros em si, intensos, singulares, inesquecíveis. Precisamos de sabedoria para usufruí-los e de maturidade para saber que são finitos. Não se é feliz; o correto é estar feliz.

E a tristeza também faz parte da vida, e da mesma forma, ninguém é triste; a tristeza é um estado que assim como a felicidade é finito. A duração pode depender de cada um; em algumas situações (porque nem sempre se tem essa força de espírito), podemos escolher sofrer mais ou menos tempo por alguém ou alguma coisa. Desapego é a palavra de ordem.

Como o claro e o escuro, precisamos de opostos para nos dar conta da existência, das diferenças e das lições que cada estado de ânimo nos proporciona. A tristeza nos ensina a seguir em frente; a felicidade nos ensina que sempre há algo de singular em nossa vida. Devemos valorizar e curtir cada momento. Mesmo os momentos de tristeza, e por que não? Por vezes precisamos secar todas as lágrimas para que um sorriso ilumine o nosso rosto.

Estou curtindo meu estado de felicidade. Sei que terei, cedo ou tarde, momentos tristes a serem enfrentados. Não me acovardarei; enfrentarei todos eles de frente, doando a eles o tempo que merecerem, chorando as lágrimas necessárias, expurgando medos, exorcizando fantasmas. Abrindo espaço para um novo sorriso.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Frase do dia

"O sentimento mais comum entre os homens é o da má vontade"

Pedro Nava, escritor

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

Frase do dia

"Yes, weekend!"

Essa eu copiei do blog do Noblat. Adorei o trocadilho. Coitado do Obama; até aparecer outra novidade, só vai se falar dele...

“O curioso caso de Benjamin Button”



Quando li a crítica sobre o filme “O curioso caso de Benjamin Button”, pensei cá com meus botões como um filme com um argumento tão simples e surreal poderia estar criando tanta agitação entre críticos e espectadores. Não sou de remoer curiosidades e dúvidas por muito tempo; fui assistir ao filme hoje. E adorei.

Fora os efeitos, a perfeição no uso da maquiagem, a atuação primorosa do Brad Pitt (devo confessar que sempre admirei o rostinho lindo dele, mas o cara vem surpreendendo... já havia me dado conta disso em “Queime depois de ler”), a condução da história é belíssima. Palmas também para quem adaptou o roteiro.

Mais do que uma história sobre um cara esquisito que nasce com características de um idoso, e tem seu relógio biológico oposto ao de toda a humanidade, tornando-se jovem enquanto os outros envelhecem, trata-se da história de um cara que viveu intensamente. Um cara que soube entender que nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Que certas situações só podem ser vividas com plenitude em um momento específico. E é essa singularidade, é esse momento certo, que torna a vida especial. Não sei se por conta da fase que estou vivendo, esta mensagem do filme me marcou muito.

Benjamin sabia que estava destinado a amar Daisy (personagem de Cate Blanchett) desde o dia que a viu. Ele, com cerca de sete anos, mas aparentando um velho de mais de 70; ela, uma criança com seus belos e curiosos olhos azuis. Mas os anos deveriam passar, para que no meio de suas vidas, Benjamin e Daisy pudessem viver plenamente seu amor. Encontros e desencontros marcam esta história, como qualquer outra bela história de amor. A efemeridade da felicidade do casal é clara para Benjamin, que vai se sentindo cada vez mais fora da realidade à medida que rejuvenesce. Nem por isso deixou de viver cada instante de sua vida de maneira intensa, aproveitando todas (ou quase todas) as oportunidades que lhe surgiram, mesmo sem a companhia de Daisy.

Recomendo o filme e acho que ele merece todas as indicações que recebeu ao Oscar (foram 13, dentre elas a de Melhor Filme, Melhor Ator – para Brad Pitt, Melhor Direção e Roteiro Adaptado).

domingo, 18 de janeiro de 2009

Quando cheguei lá no Bonfim, minha senhora...

Algo que não se explica. Festa de largo na Bahia, mais especificamente, Lavagem do Bonfim. Fiquei matutando por horas o que escrever sobre essa experiência, e não encontrei muitas palavras.

Quem tem fé, vai a pé, já diz o dito popular, que tem origem na crença de milhares de fiéis que acompanham o cortejo desde a Igreja da Conceição, no Comércio, até a Colina Sagrada, Igreja do Senhor do Bonfim, no bairro que leva o nome do santo. Não cheguei a ir à Igreja da Conceição, mas cheguei bem perto... também não subi a Colina Sagrada, as pernas não agüentaram... mas fiz uma boa parte do trajeto (fui a pé), e vi muitos seguirem o ritual a risca. E é lindo de ver!

Sim, há muito mais de profano do que de sagrado na Lavagem. Festas de camisas cujos freqüentadores nem sabem para que lado fica o Bonfim; partidos e políticos fazendo campanha, aproveitando a oportunidade de estar bem perto do povo (claro, com vários seguranças observando); bebidas, paqueras e tudo mais.

Mas mesmo com seu lado profano, é uma festa que guarda suas tradições. A massa vestida de branco caminha, nem todos chegam ao destino final, mas boa parte sabe onde é a reta final. É uma festa de paz, pouco se ouve falar de confusões. E a cada ano, fiéis renovam a fé no Senhor do Bonfim.

Glória a ti, neste dia de glória...

domingo, 11 de janeiro de 2009

Existe vida além do axé

E 2009 finalmente começou. Demorei um pouco para escrever, pois o ano começou agitado. Em uma semana, muitas coisas, boas e ruins, aconteceram. Mas como já havia escrito antes, tenho bons pressentimentos para esse ano, que chega sob a proteção de Oxossi e do Sol.

E por falar no astro-rei, estamos na estação em que ele brilha mais forte. Ah, o verão... mais do que isso, ah, o verão em Salvador... A estação mais quente do ano, no sentido literal e metafórico. Parece que a cidade desperta.

Quem conhece Salvador sabe, não dá para comprar as opções culturais com Rio ou São Paulo. Ainda estamos entrando no circuito nacional de turnês, muita coisa ainda passa bem longe daqui, não temos muitos palcos na cidade. Mas estamos melhorando.

Há vida em Salvador fora do axé music. Não que este seja de todo ruim. Como boa geminiana, não tenho problema em passear pelas diversas facetas da cultura baiana. Ontem mesmo, estava eu “quebrando” com o Asa, aê!, no Trivela, em Praia do Forte. E foi muito bacana, antes que alguém comece a torcer o nariz. Mas vamos combinar, não tem como viver só dos ensaios de verão do axé.

Para quem não sabe, a cena rock, heavy e derivados é forte em Salvador. Existem boas opções para se ouvir o gênero no Rio Vermelho. Ainda no Rio Vermelho, para quem gosta de dançar ao som de hits dos anos 80 e 90, uma outra opção é a Borracharia (também chamada de Borrachinha, por uma amiga). Adoro o lugar, em especial, porque não se esbarra com os almofadinhas e as patricinhas da cidade. E o ingresso é bem baratinho...

Numa outra ponta da cidade, pertinho aqui de casa, no Cais Dourado, uma outra opção é a temporada de “Santo de Casa”, da Mariene de Castro. Samba da melhor qualidade. Discípula de Clara Nunes e D. Edith do Prato e outros grandes nomes do gênero, Mariene arrasa num show muito bem produzido, com cenário que lembra as festas populares do Recôncavo. Com um público bem animado, Mariene tem brilhado nas noites de sexta. Um dos pontos altos do show é a sua versão para “Vira”, um dos sucessos do Ney Matogrosso. A galera entra no clima! Para mim, o destaque fica com “Ilha de Maré”, que me transporta às ruas da Cidade Baixa, na Lavagem do Bonfim (tá chegando!). Nada mais propício, já que o Cais fica bem no trajeto do cortejo.

Ah, e eu não poderia deixar de falar da Jam no MAM, que acontece sempre aos sábados, por volta de 18h30, 19h. Só quem já foi sabe que clima fantástico é aquele! É inebriante... A dica é chegar cedo, passear pelo Parque das Esculturas (reabriu!!), ou assistir a um filme na Sala de Arte, ver o sol se por (devo dizer, ver o sol se pondo no MAM, na Baía de Todos os Santos, já é um espetáculo), e depois curtir o jazz.

É verdade que a indústria do Carnaval é pesada na Bahia, mas o lado B de Salvador resiste, reinventa-se e pulsa sempre mais forte. Essas foram algumas das opções que lembrei, mas existem outras, sempre existirão (se alguém tiver uma boa dica a dar, é só postar nos comentários). Nem só de axé vive essa cidade. Nossos ouvidos e cérebros agradecem!