ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida nos fecharemos belamente, de repente
quinta-feira, 28 de agosto de 2008
Nalgum Lugar
ou se quiseres me ver fechado, eu e minha vida nos fecharemos belamente, de repente
quarta-feira, 27 de agosto de 2008
Pequenas conquistas
Faz uns 4 meses que comprei um carro. Minha primeira grande compra. Da marca que eu queria, da cor que eu queria, com os acessórios que escolhi. Enfim, quem o vê sabe que é a minha cara. Mas cadê coragem de rodar com o bichinho?
Tenho carteira há mais de cinco anos, devo confessar que foi um martírio para conseguir tirar. Não pelos exames. Passei na segunda prova prática (fui bem, dizem que a primeira é sempre complicada, pelo nervosismo; a maioria das pessoas que conheço só passou na segunda prova mesmo). Não gosto de dirigir e não tenho paciência para o trânsito de Salvador.
Já dava as minhas voltinhas com ele perto de casa. Fiz uma aventura dirigindo até Villas do Atlântico, num dia de chuva, mas já tem um tempinho. Mas ter dirigido até o trabalho, mesmo com minha mãe do lado, foi para mim algo extraordinário. Um ato de coragem, que mudou todo o meu dia. Sinto-me mais confiante. Precisava desse primeiro passo. Outros virão...
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
sábado, 23 de agosto de 2008
Titãs
Titanzinho. Comunidade localizada em Serviluz, bairro periférico de Fortaleza, próximo às docas. Serviluz é considerado um dos bairros mais violentos da cidade. Estive lá para uma reunião com um grupo de senhoras e jovens que fazem parte de uma das associações de moradores do local.
Já havia visitado aquele lugar. Uma vista magnífica. Em momento algum senti medo por estar ali. A sede da associação ainda estava em reforma, paredes a serem pintadas. Mas a energia do lugar me impressionou. A força das pessoas que ali estavam me contagiou, fez com que eu acreditasse no trabalho que estava desenvolvendo. Isto aconteceu no início de 2007, estávamos na metade das atividades de um programa voltado para a construção de agendas 21 comunitárias.
Retornar foi excitante. Tive um pouco de medo do que iria encontrar. Será que as expectativas foram concretizadas? Será que o trabalho gerou frutos? E os jovens recrutados como voluntários, por onde andariam? Quais os anseios dessa comunidade?
Mais impressionante do que ver os projetos e parcerias que o grupo conseguiu com o programa, foi notar no olhar de cada um a vontade de ir além. Ver nos jovens, com idades muito próximas a minha e que tiveram muito menos oportunidade do que eu, a vontade de crescer, a certeza de podemos fazer a diferença, apesar das dificuldades ou induzidos por elas.
Hoje, os jovens preparam a montagem de uma cooperativa com base nos conhecimentos de informática adquiridos em cursos gratuitos. Pasmem, a cooperativa já possui organograma e gerências definidas! Um grau de organização que algumas empresas de pequeno e médio porte não possuem. Esses jovens são titãs, forças incontroláveis que podem ir muito além do que se imagina.
Senti uma ponta de orgulho. Saber que fiz parte deste programa e que ele trouxe resultados positivos na vida de algumas pessoas. Mas esta visita também trouxe uma grande dose de responsabilidade, ao pensar a continuidade do programa e as expectativas que foram geradas na fase anterior. Um desafio grande.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Oh, Saudade!
Ai, se ter saudade é ter algum defeito
Eu, pelo menos, mereço o direito
De ter alguém com quem eu possa me confessar
(Saudade da Bahia, Dorival Caymmi)
Hoje acordei meio saudosa. Talvez porque esteja há mais de uma semana longe de casa. Talvez porque o meu ritmo de trabalho ande tão alucinante. Não sei dizer. Por vezes tenho a sensação que ando acelerada demais e não tenho dado atenção às coisas que realmente importam em nossa vida, como família e amigos.
Sinto falta de conversas, de carinhos, de brigas. Ando sempre ausente, perdendo momentos importantes na vida das pessoas que estimo. Já fui apelidada de Gasparzinho por alguns amigos, pois nunca apareço em programas ou festinhas em que a turma se reencontra. Tenho saudade de coisas que não vivi e a sensação de que sempre estou perdendo algo.
Meus avôs estão velhinhos. Sinto que não tenho aproveitado o tempo suficiente ao lado deles. Pessoas importantes em minha vida, que tanto me ensinaram. Minha mãe anda reclamando. Nossas conversas têm se resumido aos rápidos papos no caminho do trabalho e no jantar, quando não tenho aula à noite. Sinto falta das briguinhas com meu irmão; nem para isso temos tempo ultimamente. Minha afilhada está enorme e ainda nem pude ir entregar o presente de seu aniversário.
Tenho saudade e tento correr atrás desses momentos. Preciso expressar com mais freqüência os sentimentos que tenho pelas pessoas queridas. Não é porque estou longe que a preocupação ou carinho são menores. Nunca foi tão claro para mim o quanto é importante os laços familiares e os amigos na vida de uma pessoa. Valorizo estes laços e acredito que ninguém é completo sozinho.
Como disse no início, acordei com saudades. Vou aproveitar o final de semana para abraçar aqueles de que sinto tanta falta. Tô voltando...
terça-feira, 19 de agosto de 2008
Signos de ar
Teu toque também me incendeia. Tuas mãos em meu corpo deslizam distraídas. Chegam de mansinho, sem hora marcada, ao sabor do desejo. Sem cobranças, sua mão encosta no meu corpo e tudo pára. Apenas a música que escolhes com todo zelo nos embala. Momentos que são vividos com intensidade. Mais uma vez não há cobranças, saímos sem hora marcada, sabor de desejo saciado.
A saudade é nossa companheira. Alimenta o desejo, torna especiais os momentos em que as mãos se encontram, novamente distraídas. Mesmo longe, me sinto amparada, segura por esse sentimento que não tem nome. E nomeá-lo pra quê? Sentimento deve ser vivido, sem preocupações, na medida em que toma corpo.
A saudade deve ser morta. Assassinada a cada encontro, em que os corpos se encontram distraídos. Papos desconexos, copos largados ao pé da cama. Não há pressa, apenas vontade, apenas desejos e distrações. Depois, ressuscitamos a saudade, para que mais uma vez ela nos faça companhia.
Signos de ar, não poderia ser diferente. A distração nos une. O hoje nos excita. A saudade nos aquece. Sem amarras e sem nós, nossas vidas estão cruzadas. Para onde isso vai levar, pouco importa no momento. O depois fica para depois.
Basta, agora, o toque distraído das nossas mãos.
domingo, 17 de agosto de 2008
“Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara”
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
(Samba do avião - Antonio Carlos Jobim)
Adoro Salvador. É o lugar que eu nasci, onde mora a minha família, onde tenho amigos maravilhosos. Onde me criei e onde construi a minha vida. Mas devo confessar: no meu coração, há um lugar especial para o Rio de Janeiro. Não posso dizer que conheço bem a cidade; meus passeios sempre são um tanto restritos ao Rio de Janeiro das novelas do Manuel Carlos (Copacabana, Ipanema, Leblon...).
A cidade pode estar mal cuidada, brutalizada pela violência, desgastada pela correria do dia-a-dia dos cariocas (alguém me diga a grande cidade que ainda não entrou nesse ritmo). Mas como não se encantar com o Pão de Açucar? Só quem passou pelo Aterro e teve aquela visão tem a compreensão do que é a grandeza de Deus, Jah, Gaya, seja lá o nome que se queira dar a essa força que nos proporcionou paisagens tão belas. Melhor acordar e ter esta vista todos os dias.
Foto tirada pelo Luis Augusto pela janela do apartamento em que vive, no bairro de Botafogo (Devo confessar, Luis, tenho inveja de você...)
O Cristo Redentor ao fundo, a abençoar este povo que nasceu, assim como o baiano, para os dias ensolarados. Sentar em Ipanema, tomar uma água de côco (ou um mate) e ver o Morro Dois Irmão ao fundo. E o que falar da vista da Urca? Parece outro mundo, dentro de uma grande capital. Não é à toa que o Rei (Roberto Carlos) montou seu pouso neste recanto da cidade. Os cariocas são privilegiados. Nem vou comentar o belo passeio numa manhã ensolarada de sábado, no Jardim Botânico. Inspirador...
.jpg)
Foto tirada por Luis Augusto, no Garota da Urca
Que falar das noites de ferverção? Tem para todos os gostos. Mas sempre que estou por lá, não perco a chance de ouvir um bom samba. Desta vez, a sugestão foi Escravos da Mauá, Largo da Prainha, centro da cidade. Perfeito para encerrar a semana, numa noite de sexta. Encontrar amigos, tomar uma cerveja, dançar e se divertir.
No Rio me sinto em casa. Como cantou Lenine, “É tanta coisa afim, tanto lá, como cá / Tem Barras, Piedades e Jardins de Alah”. Tenho o Rio como minha segunda cidade. Não afasto a idéia de, quem sabe um dia, mudar para lá. Até esse dia, continuo cantando: “Este samba é só porque / Rio, eu gosto de você”.
Aproveito para agradecer ao meu amigo Luis, que mora no Rio por opção, pelo passeio no sábado. Prometo que da próxima vez eu volto num ritmo mais baiano (rs).
quarta-feira, 13 de agosto de 2008
Na cadência da vida
Meus tormentos terminaram
Foi uma nuvem que passou
(Argemiro Patrocínio,
cantado por Marisa Monte)
Quero mais da vida. Alegria, leveza, sentimento. Deixar de lado o que me stressa, o que me angustia. Deixar que os acontecimentos e os sentimentos me levem, que as sensações me guiem.
Já admiti em outros momentos que odeio não estar no comando da situação. Mas quer saber? Estou numa fase em que as coisas têm acontecido sem planos, sem amarras e estou adorando esta sensação de ser conduzida.
Mas não confundo este sentimento com acomodação. Nunca estive tão ambiciosa, nunca desejei tanto e batalhei tanto pelas coisas que acredito. As conquistas têm chegado com sabor de conseqüência e merecimento. Sinto estar mais madura a cada dia, mais flexível e menos ansiosa. Estou sabendo aproveitar o que a vida tem me dado de bom, ao mesmo tempo em que me delicio com tudo que conquistei até agora.
Já tive momentos de euforia, de explosão e de depressão. Hoje atravesso a calma e a tranqüilidade que me fazem alegre, contente com o que tenho e esperançosa pelo que estar por vir. Que mistérios me aguardam no futuro? Juro, apesar da minha natureza arredia e complexa, não tenho sofrido com isso e me surpreendo comigo mesma.
Não estou disposta a sofrer. Quero passar pela vida como quem passa num bloco de carnaval, na cadência e no ritmo que os momentos me oferecem. Sem me incomodar com os empurrões, sem pressa, do jeito que vier.
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Debutando
Eis meu cantinho... sintam-se em casa.
