domingo, 17 de agosto de 2008

“Cristo Redentor, braços abertos sobre a Guanabara”

Minha alma canta
Vejo o Rio de Janeiro
Estou morrendo de saudades
Rio, seu mar
Praia sem fim
Rio, você foi feito prá mim
(Samba do avião - Antonio Carlos Jobim)


Adoro Salvador. É o lugar que eu nasci, onde mora a minha família, onde tenho amigos maravilhosos. Onde me criei e onde construi a minha vida. Mas devo confessar: no meu coração, há um lugar especial para o Rio de Janeiro. Não posso dizer que conheço bem a cidade; meus passeios sempre são um tanto restritos ao Rio de Janeiro das novelas do Manuel Carlos (Copacabana, Ipanema, Leblon...).
A cidade pode estar mal cuidada, brutalizada pela violência, desgastada pela correria do dia-a-dia dos cariocas (alguém me diga a grande cidade que ainda não entrou nesse ritmo). Mas como não se encantar com o Pão de Açucar? Só quem passou pelo Aterro e teve aquela visão tem a compreensão do que é a grandeza de Deus, Jah, Gaya, seja lá o nome que se queira dar a essa força que nos proporcionou paisagens tão belas. Melhor acordar e ter esta vista todos os dias.

Foto tirada pelo Luis Augusto pela janela do apartamento em que vive, no bairro de Botafogo (Devo confessar, Luis, tenho inveja de você...)

O Cristo Redentor ao fundo, a abençoar este povo que nasceu, assim como o baiano, para os dias ensolarados. Sentar em Ipanema, tomar uma água de côco (ou um mate) e ver o Morro Dois Irmão ao fundo. E o que falar da vista da Urca? Parece outro mundo, dentro de uma grande capital. Não é à toa que o Rei (Roberto Carlos) montou seu pouso neste recanto da cidade. Os cariocas são privilegiados. Nem vou comentar o belo passeio numa manhã ensolarada de sábado, no Jardim Botânico. Inspirador...


Foto tirada por Luis Augusto, no Garota da Urca

Que falar das noites de ferverção? Tem para todos os gostos. Mas sempre que estou por lá, não perco a chance de ouvir um bom samba. Desta vez, a sugestão foi Escravos da Mauá, Largo da Prainha, centro da cidade. Perfeito para encerrar a semana, numa noite de sexta. Encontrar amigos, tomar uma cerveja, dançar e se divertir.
No Rio me sinto em casa. Como cantou Lenine, “É tanta coisa afim, tanto lá, como cá / Tem Barras, Piedades e Jardins de Alah”. Tenho o Rio como minha segunda cidade. Não afasto a idéia de, quem sabe um dia, mudar para lá. Até esse dia, continuo cantando: “Este samba é só porque / Rio, eu gosto de você”.

Aproveito para agradecer ao meu amigo Luis, que mora no Rio por opção, pelo passeio no sábado. Prometo que da próxima vez eu volto num ritmo mais baiano (rs).

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