domingo, 28 de setembro de 2008

Parabéns, Mamãe!!

Dedico o dia de hoje àquela que está sempre ao meu lado. Que suporta as minhas mudanças de humor, que me conforta quando não estou bem, que me dá carinho sempre e a qualquer hora. Sou eternamente grata pela vida que me concedeu, pelas oportunidades, pela dedicação, pelo amor incondicional. Sem dúvida, a pessoa mais importante da minha vida...


Hoje é aniversário de minha mãe... não informo a idade, pois ela me colocaria de castigo (rsrsrs). Que Deus lhe conceda ainda muitos anos de alegria e paz!

sábado, 27 de setembro de 2008

Semana difícil

Mas é claro que o sol
Vai voltar amanhã
Mais uma vez, eu sei...
(Mais uma vez, Renato Russo e Flávio Venturini)

Demorei quase uma semana para postar algo no blog. Não foi uma semana fácil para mim, quem andou mais perto sabe. Me aborreci para caramba, me senti meio sozinha, não achei o colo que eu queria, discuti com quem não devia, me cansei com viagens inesperadas, até fantasmas reapareceram. Em compensação, falei coisas que estavam engasgadas em minha garganta há anos, pedi esclarecimentos que me foram dados, escutei promessas de dias melhores, consegui dar boas risadas com novos amigos de infância e senti que parte de um certo medo que me rondava já não me acompanha mais.

A vida nem sempre é do jeito que a gente planeja. Por vezes precisamos passar por certas provações para nos convencermos que somos capazes. Sinto que estou numa das fases mais produtivas de minha vida. Tenho conseguido desenrolar nós, fazer planos e conquistar espaços. Nada de modo fácil, mas sempre aprendendo com as experiências e pessoas que cruzam meu caminho. Algumas maravilhosas, outras nem tanto. Mas as situações difíceis têm servido para mostrar a mim mesma o quanto posso ser forte, o quanto estou serena e segura de mim.

Hoje, retornando do Rio, comprei um desses livros de bolso. A Metamorfose, de Kafka. A leitura foi uma viagem durante a viagem... A história começa quando um belo dia, Gregor, um caxeiro viajante, acorda no corpo de um inseto. Toda sua vida começa a ruir, e por conta do isolamento a que foi imposto, começa a refletir sobre o que foi sua vida, seus hábitos pequeno-burgueses, suas prisões internas e o que deixou de viver.

Comecei a pensar em minha própria vida. Nas coisas que vivi até então, nas minhas conquistas, nas minhas dificuldades, nos meus planos. Me dei conta de como sou feliz. E refleti que não é uma semana difícil que vai abalar esse momento tão bacana que estou vivendo. Ainda não virei inseto...

domingo, 21 de setembro de 2008

O toque

Como pode algo simples como o tocar ser tão mágico? Não falo de sexo, momento intenso banalizado por tantas provocações, mas do simples encostar de pele, do roçar de mãos. Não sou dada a expressões exageradas quando não tenho afeto pelas pessoas. Não gosto que pessoas estranhas me peguem, sinto incômodo quando alguém que não gosto tenta demonstrar intimidade com abraços e beijos sem sentimento.

O toque é algo especial para mim. Considero um gesto que se reserva para aqueles que gostamos, para aqueles que temos carinho. Alguém que sabe tocar nas mãos de outro alguém, pode demonstrar mais sentimento do que um beijo. E como é difícil demonstrações de afeto através de gestos simples.

Acredito que o toque pode ser um encontro de almas. Isso pode até soar piegas, mas alguns momentos não têm outra descrição. É algo que transcende explicações, algo que só se entende vivendo, experimentando o toque. Intensidade e simplicidade, uma combinação perfeita e harmoniosa.

Sentimentos não precisam ser selvagens. Não podemos viver a vida só de paixões arrebatadoras; não há corpo e coração que agüentem. Saber viver sentimentos com serenidade, aproveitando deles os momentos mais simples, como o tocar de mãos, podem render emoções intensas. E inesquecíveis.

sábado, 20 de setembro de 2008

Mais uma da Tia Danuza...

A Danuza Leão tem algumas sacadas fantásticas. Esta eu copiei do Orrrkut de Nandy e acho que é assim mesmo que as relações devem ser:


"São poucos os homens que sabem que conquistar é simples; não é preciso belas palavras nem flores, nem declarações de amor, nem promessas de futuro. Basta desejar muito, pois essa é a maior homenagem que uma mulher pode receber de um homem. E um conselho para eles e elas: esperem o dia em que esse desejo chegar de verdade, violento e forte como devem ser os desejos - seja para tomar um copo de água, comer um churrasco, seja para viver uma paixão. Quando vem inteiro e intenso, ele costuma se realizar e, mesmo que não se transforme numa relação, será uma lembrança inesquecível."

sexta-feira, 19 de setembro de 2008

Those Sweet Words

Composição: Lee Alexander - Richal Julian
Intérprete: Norah Jones


What did you say?
I know I saw you singin'
But my ears won't stop ringin'
Long enough to hear those sweet words
What did you say?

End of the day, the hour hand has spun
But before the night is done
I just have to hear those sweet words
Spoken like a melody

All your love is a lost balloon
Rising up through the afternoon
Till it could fit on the head of a pin

Come on in
Did you have a hard time sleepin'
Cause the heavy moon was keepin' me awake
And all I know is I'm just glad to see you again

See my love is like a lost balloon
Rising up through the afternoon
And then you appeared

What did you say?
I know what you were singin'
But my ears won't stop ringin'
Long enough to hear those sweet words
And your simple melody
I just have to hear those sweet words
Spoken like a melody
I just wanna hear those sweet words

Adoro essa música da Norah Jones. Pode até paracer sem sal, mas o que posso fazer? Adoro um doce...

quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Escolhas

Por que é tão difícil escolher? Escolhas sempre foram complicadas para mim, por mais simples que pudessem parecer. E quanto mais opções, mais confusa posso ficar. Como posso explicar? A sensação que tenho é que, escolhendo algo, abdico de uma outra coisa ou caminho que também poderia ser interessante.


Mais complicado fica quando chegamos na tal idade adulta e nossas escolhas podem definir sucesso ou fracasso na vida profissional, qualidade de vida, felicidade ou infelicidade. Passamos a escolher não simplesmente o destino das férias, ir ou não ir numa festa; passamos a escolher o apartamento que queremos comprar, a marca do carro, casar e ter filhos...

Não sou uma pessoa trágica e não acredito que más escolhas possam determinar toda uma vida. Sou adepta à filosofia de que nada é para sempre, que podemos fazer nosso destino, apesar dos acasos e das peças que a vida pode nos pregar. Mas, em alguns momentos, precisamos ter responsabilidade, refletir bem o que queremos para evitar sofrimentos.

Estou numa fase de escolhas importantes. E me acho amadurecida para tomar certas decisões. Acho até que precisei tomar algumas resoluções muito cedo e dei um rumo na minha vida que me proporcionou uma estabilidade que nem todos na minha idade possuem. Falo de estabilidade emocional mesmo. Fiz algumas escolhas erradas também, que me fizeram recuar e aprender lições valiosas. Mas acertei na maioria das vezes e hoje me considero uma pessoa feliz e realizada em vários aspectos da minha vida.

Tenho adiado algumas decisões, mas chega uma hora que não tem para onde fugir. Diante de uma dessas escolhas eu tenho refletido muito. Preciso dar um passo a frente, não para provar nada a ninguém, mas para ter certeza que eu posso, que conquistei a minha independência. Não vai ser fácil, como todas as escolhas em minha vida... mas espero acertar mais uma vez.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Frase do dia

“Dizem que Machado de Assis, antes de expirar, com voz quase desfalecente, disse: ‘a vida é boa’. Eu diria que a vida é uma experiência fascinante e que o fato de estar vivo é um prêmio”
Hélio Pólvora, em entrevista ao Jornal A Tarde (publicada em 14 de setembro de 2008)
A entrevista está muito interessante. Aos que quiserem conferir na íntegra, segue o link: http://www.atarde.com.br/cultura/noticia.jsf?id=961061

domingo, 14 de setembro de 2008

Sobre a cegueira e a humanidade

Boquiaberta. Foi assim que eu estava ao final da sessão de “Ensaio sobre a cegueira”, de Fernando Meirelles. Não li o livro do Saramago, talvez por isso, a minha reação seja um pouco exagerada. Mas o filme me tocou, mexeu comigo de uma forma que há tempos uma fita não mexe. Abalou a minha crença na humanidade.


Cena do filme "Ensaio sobre a cegueira", do brasileiro Fernando Meirelles


Uma epidemia de cegueira atinge uma cidade. Rapidamente, o desespero toma conta das pessoas e faz brotar um instinto de sobrevivência que muitos de nós ignoramos solenemente, devido à rotina pequeno-burguesa que vivemos. Não se trata de viver, mas de sobreviver, algo muito mais visceral, muito mais próximo dos animais, da selvageria. E como podemos ser pequenos e egoístas quando se trata de defender a nossa própria subsistência.

A personagem de Julianne Moore é a ponta de razão que ainda resta naquela sociedade. Única personagem que ainda enxerga, ela vive um dilema terrível. Ela tem a noção exata do que aquelas pessoas se transformaram e é deliberadamente usada por todos, inclusive seu marido. Para mim, uma cena emblemática é aquela em que ela já não suporta mais a situação e cogita sair para tentar encontrar uma cura, já que foi a única que não foi contaminada, e seu marido a impede argumentado o que seria daquele pequeno grupo sem ela. Que se dane o resto da humanidade, o mais importante era aquelas seis ou sete pessoas permanecerem vivas.

Não se trata de julgar o comportamento daquelas pessoas, mas de imaginar que não vivemos nada de muito diferente hoje. Em quantos momentos nos flagramos pensando em nós mesmo e nem nos lembramos do resto da humanidade. Como são raros gestos de solidariedade. Como a barbárie é eminente, camuflada por alguns códigos do chamado pacto social. O ser humano é complexo, capaz dos atos mais vis e baixos, mas também capaz de sublimar dificuldades e ainda ter esperança. Para mim esta foi a grande mensagem do filme.


Agora preciso ler o livro e rever o filme. Oh, natureza crítica que não me deixa.

sábado, 13 de setembro de 2008

Inconstante

Queria não ser uma pessoa tão inconstante. Meu temperamento muda com uma facilidade incrível. Dizem que é o mal que aflige os que nasceram com o Sol em Gêmeos. Se for influência do meu Sol eu ser uma pessoa de lua, nunca vou ter certeza. Mas essa inquietude faz parte de mim e é difícil controlá-la.

Sou realmente esquisita. Posso estar ao lado daquele que eu achei que era meu príncipe encantado e, no dia seguinte, olhar para o lado e me perguntar o que vi em alguém tão sem sal. Começo um curso com a maior empolgação, com a certeza de que fará uma diferença imensa na minha carreira e, na terceira disciplina, não ter o mínimo saco em freqüentar as aulas (Por fim, vou abandonar aquele MBA, decidi hoje de manhã).

Marcar algo comigo num fim de semana é loteria. Mudo de idéia no último minuto, e um sábado que prometia ser cheio de baladas pode se resumir a uma leitura, antes de dormir. Sem o menor arrependimento.

Já fui muito pior, mas confesso que essa inquietude ainda me persegue. Em casa, nos relacionamentos, no trabalho. Não sou afeita a rotinas, compromissos podem me sufocar, novidades me fascinam. Sou cíclica, posso passar um mês em baladas homéricas e, no mês seguinte, mal colocar a cabeça para fora de casa num sábado ensolarado.

Queria ser mais previsível. Acho que seria mais fácil para quem está ao meu lado. Não traria tantos aborrecimentos.

Mas se fosse fácil, não seria eu. E confessem, perderia toda a graça...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Cantinho Escondido

Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Cézar Mendes

"Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro... "


Hoje, definitivamente, tudo que eu queria era um cantinho escondido...

Princípios


Se existe uma coisa que me deixa irada é alguém me pedir para ir de encontro aos meus princípios. Sou uma pessoa extremamente racional, não sou fechada a argumentos, não tenho problema em reavaliar minhas idéias. Mas me pedir para jogar fora meus ideais, aquilo que acho certo, isso eu não aceito.

Minha fama de brava já ganhou o mundo. Na família, no trabalho ou entre amigos, todos sabem que sempre defendo meus pontos de vista com firmeza. Sempre sou taxada de chata, por não conseguir ficar calada diante de coisas que ferem a meus princípios éticos. Para o bem ou para o mal, não sei ser de outro jeito.

Devo confessar que ando mais intolerante neste ponto nos últimos tempos. Mas acredito que as coisas chegaram a um limite em nossa sociedade. Vejo pessoas que, por questões financeiras, vendem sua ética. Outras que, em nome do “amor”, atropelam todos os seus princípios. Anulação, omissão... sinto angústia só em imaginar. Não consigo ficar calada... quem me conhece bem sabe disso.

Essa é outra fama que carrego: sempre tenho uma resposta a dar, em todas as situações. Mas, sobre esta fama, eu filosofo na próxima postagem...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ah, o amor...

"Quem ama não mata - não com uma faca ou com um revólver -, mas costuma fazer desaparecer a pessoa que conheceu e por quem se apaixonou, o que é uma forma de matar. Ou mata a si próprio".
Danuza Leão (Cuidado com o amor)

sábado, 6 de setembro de 2008

Hello, Stranger!

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

(The Blower’s Daughter, Damien Rice,
música tema do filme Closer)



Definitivamente, algumas histórias não foram escritas para ter final feliz. Elas devem ser vividas sem expectativa, pelo tempo que durar. Não adianta. Não se coloca reticências numa frase que deve ter um ponto final. Fica estranho, fora de ordem. Não adianta brigar contra a vida ou o destino. Algumas pessoas não nasceram para ficar juntas. Ponto parágrafo.

Tive este pensamento revendo um filme que amo: Closer. A trama mostra a trajetória de quatro pessoas reunidas pelo destino, com Jude Law, Julia Roberts, Natalie Portman e Clive Owen. Desde o início está na cara: Anna (Julia Roberts) e Dan (Jude Law) não serão felizes juntos. Paixões arrebatadoras, que levam a ações inconseqüentes, que nos tiram do prumo, não costumam resultar em finais felizes. É excesso de sentimento, e nada em excesso faz bem.


Por vezes em nossas vidas nos deparamos com esta situação. No fundo, sabemos que não vai dar certo, que seremos magoados, que estaremos destruídos no final da relação, mas como criança teimosa, deixamos as conseqüências de lado e nos arriscamos. Em geral, a coisa acaba exatamente como imaginávamos e temos que catar os cacos no fim. Mas como saber o fim se não arriscarmos?

Apesar da minha natureza racional, costumo me arriscar mais do que deveria. É difícil sentimentos extremos brotarem em mim. Não me apaixono fácil, sou uma pessoa difícil de conquistar. Mas quando eles surgem, apesar de relutar, deixo que a onda me leve. Momentos felizes e finais trágicos; prefiro catar os cacos do que me arrepender pelo resto da vida por algo que não vivi.

Até um tempo atrás ainda estava catando os cacos. Atualmente tenho navegado por mares serenos. Mas nunca se sabe quando vem a paixão. E se ela vier, apesar de louca e descontrolada, é melhor encará-la de frente. Ela irá nos atropelar de qualquer forma, como o carro que atropelou Alice (Natalie Portman), assim que avistou Dan. “Hello, Stranger”.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O que dizem os astros

Segundo Quiroga (Correio da Bahia):






A força do desejo parece irresistível, mas se assim o fosse, você não seria humano, mas animal. Você é um ser humano, diferente dos animais, porque sempre terá ao seu dispor a opção de escolher o que fazer com a tal força dos desejos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pessoas certas, momentos certos

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
(Quase nada; Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

Como posso me tornar assim tão eu estando com você? Você que apareceu sem aviso, num toque do destino, quando eu menos esperava. Que despertou um sentimento em mim que me eleva e que me acalma. Um sentimento que não sentia há algum tempo, já que meu coração andou me pregando peças que o deixaram em estado de espera.

Andei fechada para balanço. Queria paz em minha vida depois de algumas tempestades e achei que conseguiria isso estando só, fechada como dedos para novas emoções. Ironia achar esta paz em outro sentimento. Você que eu mal conheço e tanta confiança já me passa. Você que me liga do nada, para saber como estou ou pedir opinião sobre um móvel que quer reformar. Você que, como eu, é apaixonado pela liberdade. Que prefere a vida sem amarras, que gosta de velejar ao sabor do vento.

Sua calma me fascina. Sua alegria é contagiante. Seu toque me deixa meio tonta e, ao mesmo tempo, me dá uma sensação de equilíbrio. Não procure entender. Não sei o que espera de mim. Não sei se sente o mesmo que eu. O que sei é que o que tem me dado até agora tem sido importante para mim, e queria te agradecer por ter cruzado meu caminho. Caminhe pelo tempo que quiser...

Sempre acreditei na máxima que pessoas certas em momentos certos podem fazer grande diferença em nossas vidas. É essa a sensação que tenho quando penso em você.