Acordo pela manhã e me deparo com teu respirar ao meu lado. Quase sempre calmo, sereno, pacificador. Não resisto e sempre acabo te abraçando antes de levantar. Tuas mãos quentes me dão ânimo para enfrentar o dia.
Café da manhã, quase sempre preparado por mim, conversas na varanda entre frutas e suco. Mesmo atrasados, nada de abrir mão desse momento sagrado; odeio tomar café da manhã correndo. Corremos depois, para evitar um congestionamento que não tem como fugir. Mais conversas e planos para o dia. Lembretes do que fazer ou comprar, acertos de horário e até mais tarde.
Mergulhamos em nossas rotinas, distantes. A paz de casa me alcançou no trabalho. Tenho andado mais calma, menos ansiosa e perfeccionista. Acho que desisti da ideia de mudar o mundo... ou melhor, entendi que já se faz muita diferença mudando o mundinho ao nosso redor; não há como fazer a parte dos outros. Organização de tarefas, execução de demandas, alguns sucessos, algumas chateações. Parte da rotina, que tento sempre deixar no escritório ao atravessar a catraca para sair.
Encontrar com você na saída me dá a certeza que o trabalho acabou. Risadas ou desabafos durante o congestionamento, depende de como foi o dia de cada um. Reconforto e carinhos entre uma parada e outra. O que acho mais bacana em nós é o interesse um pelo outro, a vontade de que tudo esteja bem, que nenhum aborrecimento possa estragar nossos momentos juntos.
Já disse a você o quanto te adoro. E o quanto tem sido bom te ter ao meu lado. Sem pressa, nos deixando levar pelos sentimentos, aproveitando momentos, curtindo acima de tudo as nossas vidas.
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