segunda-feira, 9 de março de 2009

São Paulo não é tão cinza...

São Paulo é uma cidade viva. O ritmo frenético de seus moradores contagia. A vida pulsa em suas ruas e em suas avenidas. Não há como não se espantar com esta cidade, onde tudo é muito grande, muito longe, onde é possível encontrar surpresas a cada esquina.

Caminhar pelas ruas de São Paulo é uma aventura deliciosa. No centro, os prédios históricos são uma visão deslumbrante. O que dizer da Estação da Luz, ponto em que ocorre a transição entre o metrô e a rede férrea, onde se pode chegar a vários pontos da cidade. Uma loucura de gente que vai e vem e um piano em meio ao salão que dá acesso aos trens e ao metrô. Passei por lá algumas vezes; em todas as vezes alguém dedilhava o piano, levando ao ambiente uma trilha sonora atípica, e que fazia parar os transeuntes, que por alguns segundos, esqueciam suas loucas rotinas.


Estação da Luz, São Paulo


E o formigueiro na 25 de Março? Sim, amigos, estive no tão falado centro de compras, onde populares e camelôs disputam espaço pelas calçadas. Tudo se acha por lá, só não há como comprovar a procedência... e quando passa o tal do Rapa, a correria começa e vendedores e clientes acabem se tornando cúmplices na vigilância e na fuga. Fiquei meio tonta em meio a tantos produtos e sacoleiros, e com um sol de lascar na moleira. Sim, na Terra da Garoa, o calor imperou nos últimos dias...

Outro aspecto de São Paulo é a possibilidade de conhecer pedaços de outras culturas em locais distintos da cidade. No Bixiga, a cultura italiana encanta com sua alegria e boa comida. A cantina mais antiga do local tem mais de cem anos! Fiquei tentada a voltar em agosto, quando ocorre a Festa da Querupita, santa que dá o nome a igreja do bairro, que segundo um descendente de italiano, funcionário de uma cantina local, é uma das festas mais animadas da cidade. Pelo pouco que vi da gente que mora no bairro, o rapaz deve ter mesmo razão.

Em outro bairro, a Liberdade, um cantinho que remonta o outro lado do mundo, o Oriente. Descendentes de japoneses, coreanos, chineses se misturam, num emaranhado de sabores, odores e visões. A feirinha de domingo e suas miudezas deixam qualquer um louco. Frutas e verduras inusitadas, roupas com cortes e estampas orientais, origamis de todos os tipos. Difícil lembrar tudo que vi, mas foi uma experiência fantástica.

Eu e Soraia no bairro da Liberdade, São Paulo



Fiquei devendo algumas visitas a outros pontos da cidade, mas como já disse no início, São Paulo é muito grande e meu tempo por lá, foi muito curto. Queria ter ido ao Mercado Municipal, ao Museu do Futebol, ao Ibirapuera... mais motivos para voltar à cidade de concreto, que de perto, é menos cinza do que se imagina. O colorido está na sua gente que apesar de apressada, mostra-se amável e sorridente.

3 comentários:

Unknown disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Unknown disse...

Turismo em São Paulo... hum...

Nas vezes que estive na cidade não pude deixar de sentir uma certa intranqüilidade. Mas isso deve ser coisa de quem chega só para cumprir alguma tarefa e ir embora. Imagino que os moradores devem estar bem acostumados; e os olhos dos turistas sabem o que procurar, ou melhor, não estão procurando.

Mas, numa cidade tão grande, não é possível que não se ache nada que agrade, mesmo para os mais "chatos".

Boas férias, Amanda!

Anônimo disse...

Que bom que vc gostou. São tantas coisas por fazer, que só voltando várias vezes. Por isso q sempre vivo por lá.
Bjao,