terça-feira, 24 de março de 2009

O grande dia

Entre malas de roupas, livros e demais cacarecos me encontro agora. Amanhã será o grande dia. Mudança. A saída da casa de minha mãe nunca me assustou, pelo contrário. Venho me preparando para ela há quase três anos. Foram períodos de conflito, convencimento, ansiedade, acomodação, novos conflitos, e por fim, decisões e ações que levaram a esse momento.

Estou ansiosa. Como já escrevi aí em cima, sei que a mudança trará muitas situações novas, para o bem e para o mal. Quero curtir cada momento desta nova fase, com a intensidade que merecem.

Ando um pouco cansada com os preparativos. Nossa, nunca imaginei que uma pessoa podia juntar tantas coisas na vida. Mas foi fantástico achar fotos antigas, velhos diários, dizeres de amigos que há anos não tenho nem notícia... quando a gente carrega esses velhos cacarecos, leva também um tanto de lembranças junto com eles. É sua vida, que cabe numa mala ou várias caixas...

Revivi alguns bons momentos empacotando essas lembranças. Fotos minhas e de meu irmão, infância traquina na casa de meus avôs. Primos e amigos em Madre de Deus; momentos registrados em fotos, agendas e diários inacabados e inconstantes. Eita, que curti demais as dores e as delícias da adolescência. Meu álbum de formatura, meu diploma; vontade que eu tinha de sair correndo daquela faculdade... Trabalho de conclusão de curso, apostilas da especialização, antigas bonecas de jornais do Conselho de Psicologia. Bons tempos, grandes lições.

Sei que terei mais alguns momentos de nostalgia ao desempacotar tudo. Espero curtir em breve aquela sensação de alívio que se segue ao cansaço. Pois o cansaço já chegou e ainda tenho muito que fazer.

2 comentários:

Unknown disse...

Boa jornada!
Ah! Cuidado para não fazer que nem eu durante minhas mudanças: me habituei a ter caixas como parte da decoração por várias semanas.

Abraço!

Luis Augusto disse...

Pessoa,
Mudar é sempre bom. Mas muitas coisas de meu passado ficaram na casa da minha mãe. Queria trazê-las, mas o tempo corrido sempre me impede.

Bjão,