E 2009 finalmente começou. Demorei um pouco para escrever, pois o ano começou agitado. Em uma semana, muitas coisas, boas e ruins, aconteceram. Mas como já havia escrito antes, tenho bons pressentimentos para esse ano, que chega sob a proteção de Oxossi e do Sol.
E por falar no astro-rei, estamos na estação em que ele brilha mais forte. Ah, o verão... mais do que isso, ah, o verão em Salvador... A estação mais quente do ano, no sentido literal e metafórico. Parece que a cidade desperta.
Quem conhece Salvador sabe, não dá para comprar as opções culturais com Rio ou São Paulo. Ainda estamos entrando no circuito nacional de turnês, muita coisa ainda passa bem longe daqui, não temos muitos palcos na cidade. Mas estamos melhorando.
Há vida em Salvador fora do axé music. Não que este seja de todo ruim. Como boa geminiana, não tenho problema em passear pelas diversas facetas da cultura baiana. Ontem mesmo, estava eu “quebrando” com o Asa, aê!, no Trivela, em Praia do Forte. E foi muito bacana, antes que alguém comece a torcer o nariz. Mas vamos combinar, não tem como viver só dos ensaios de verão do axé.
Para quem não sabe, a cena rock, heavy e derivados é forte em Salvador. Existem boas opções para se ouvir o gênero no Rio Vermelho. Ainda no Rio Vermelho, para quem gosta de dançar ao som de hits dos anos 80 e 90, uma outra opção é a Borracharia (também chamada de Borrachinha, por uma amiga). Adoro o lugar, em especial, porque não se esbarra com os almofadinhas e as patricinhas da cidade. E o ingresso é bem baratinho...
Numa outra ponta da cidade, pertinho aqui de casa, no Cais Dourado, uma outra opção é a temporada de “Santo de Casa”, da Mariene de Castro. Samba da melhor qualidade. Discípula de Clara Nunes e D. Edith do Prato e outros grandes nomes do gênero, Mariene arrasa num show muito bem produzido, com cenário que lembra as festas populares do Recôncavo. Com um público bem animado, Mariene tem brilhado nas noites de sexta. Um dos pontos altos do show é a sua versão para “Vira”, um dos sucessos do Ney Matogrosso. A galera entra no clima! Para mim, o destaque fica com “Ilha de Maré”, que me transporta às ruas da Cidade Baixa, na Lavagem do Bonfim (tá chegando!). Nada mais propício, já que o Cais fica bem no trajeto do cortejo.
Ah, e eu não poderia deixar de falar da Jam no MAM, que acontece sempre aos sábados, por volta de 18h30, 19h. Só quem já foi sabe que clima fantástico é aquele! É inebriante... A dica é chegar cedo, passear pelo Parque das Esculturas (reabriu!!), ou assistir a um filme na Sala de Arte, ver o sol se por (devo dizer, ver o sol se pondo no MAM, na Baía de Todos os Santos, já é um espetáculo), e depois curtir o jazz.
É verdade que a indústria do Carnaval é pesada na Bahia, mas o lado B de Salvador resiste, reinventa-se e pulsa sempre mais forte. Essas foram algumas das opções que lembrei, mas existem outras, sempre existirão (se alguém tiver uma boa dica a dar, é só postar nos comentários). Nem só de axé vive essa cidade. Nossos ouvidos e cérebros agradecem!
E por falar no astro-rei, estamos na estação em que ele brilha mais forte. Ah, o verão... mais do que isso, ah, o verão em Salvador... A estação mais quente do ano, no sentido literal e metafórico. Parece que a cidade desperta.
Quem conhece Salvador sabe, não dá para comprar as opções culturais com Rio ou São Paulo. Ainda estamos entrando no circuito nacional de turnês, muita coisa ainda passa bem longe daqui, não temos muitos palcos na cidade. Mas estamos melhorando.
Há vida em Salvador fora do axé music. Não que este seja de todo ruim. Como boa geminiana, não tenho problema em passear pelas diversas facetas da cultura baiana. Ontem mesmo, estava eu “quebrando” com o Asa, aê!, no Trivela, em Praia do Forte. E foi muito bacana, antes que alguém comece a torcer o nariz. Mas vamos combinar, não tem como viver só dos ensaios de verão do axé.
Para quem não sabe, a cena rock, heavy e derivados é forte em Salvador. Existem boas opções para se ouvir o gênero no Rio Vermelho. Ainda no Rio Vermelho, para quem gosta de dançar ao som de hits dos anos 80 e 90, uma outra opção é a Borracharia (também chamada de Borrachinha, por uma amiga). Adoro o lugar, em especial, porque não se esbarra com os almofadinhas e as patricinhas da cidade. E o ingresso é bem baratinho...
Numa outra ponta da cidade, pertinho aqui de casa, no Cais Dourado, uma outra opção é a temporada de “Santo de Casa”, da Mariene de Castro. Samba da melhor qualidade. Discípula de Clara Nunes e D. Edith do Prato e outros grandes nomes do gênero, Mariene arrasa num show muito bem produzido, com cenário que lembra as festas populares do Recôncavo. Com um público bem animado, Mariene tem brilhado nas noites de sexta. Um dos pontos altos do show é a sua versão para “Vira”, um dos sucessos do Ney Matogrosso. A galera entra no clima! Para mim, o destaque fica com “Ilha de Maré”, que me transporta às ruas da Cidade Baixa, na Lavagem do Bonfim (tá chegando!). Nada mais propício, já que o Cais fica bem no trajeto do cortejo.
Ah, e eu não poderia deixar de falar da Jam no MAM, que acontece sempre aos sábados, por volta de 18h30, 19h. Só quem já foi sabe que clima fantástico é aquele! É inebriante... A dica é chegar cedo, passear pelo Parque das Esculturas (reabriu!!), ou assistir a um filme na Sala de Arte, ver o sol se por (devo dizer, ver o sol se pondo no MAM, na Baía de Todos os Santos, já é um espetáculo), e depois curtir o jazz.
É verdade que a indústria do Carnaval é pesada na Bahia, mas o lado B de Salvador resiste, reinventa-se e pulsa sempre mais forte. Essas foram algumas das opções que lembrei, mas existem outras, sempre existirão (se alguém tiver uma boa dica a dar, é só postar nos comentários). Nem só de axé vive essa cidade. Nossos ouvidos e cérebros agradecem!
Um comentário:
Olha só, gostei muito de saber do lado B de SSA. Na verdade, eu já conhecia parte dele. Me embrenhei no Rio Vermelho e fui num show de uma banda não sei quem e os irmãos da bailarina. Muito boa. Minha dica para este estimado blog é curtir um semba. Isso mesmo, um semba. Não há erro de digitação, pois esse ritmo é o que equivale ao samba angolano e é muito gostoso de dançar. No Pelourinho, há um espaço próprio para tal.
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