sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

“O curioso caso de Benjamin Button”



Quando li a crítica sobre o filme “O curioso caso de Benjamin Button”, pensei cá com meus botões como um filme com um argumento tão simples e surreal poderia estar criando tanta agitação entre críticos e espectadores. Não sou de remoer curiosidades e dúvidas por muito tempo; fui assistir ao filme hoje. E adorei.

Fora os efeitos, a perfeição no uso da maquiagem, a atuação primorosa do Brad Pitt (devo confessar que sempre admirei o rostinho lindo dele, mas o cara vem surpreendendo... já havia me dado conta disso em “Queime depois de ler”), a condução da história é belíssima. Palmas também para quem adaptou o roteiro.

Mais do que uma história sobre um cara esquisito que nasce com características de um idoso, e tem seu relógio biológico oposto ao de toda a humanidade, tornando-se jovem enquanto os outros envelhecem, trata-se da história de um cara que viveu intensamente. Um cara que soube entender que nem sempre as coisas acontecem como desejamos. Que certas situações só podem ser vividas com plenitude em um momento específico. E é essa singularidade, é esse momento certo, que torna a vida especial. Não sei se por conta da fase que estou vivendo, esta mensagem do filme me marcou muito.

Benjamin sabia que estava destinado a amar Daisy (personagem de Cate Blanchett) desde o dia que a viu. Ele, com cerca de sete anos, mas aparentando um velho de mais de 70; ela, uma criança com seus belos e curiosos olhos azuis. Mas os anos deveriam passar, para que no meio de suas vidas, Benjamin e Daisy pudessem viver plenamente seu amor. Encontros e desencontros marcam esta história, como qualquer outra bela história de amor. A efemeridade da felicidade do casal é clara para Benjamin, que vai se sentindo cada vez mais fora da realidade à medida que rejuvenesce. Nem por isso deixou de viver cada instante de sua vida de maneira intensa, aproveitando todas (ou quase todas) as oportunidades que lhe surgiram, mesmo sem a companhia de Daisy.

Recomendo o filme e acho que ele merece todas as indicações que recebeu ao Oscar (foram 13, dentre elas a de Melhor Filme, Melhor Ator – para Brad Pitt, Melhor Direção e Roteiro Adaptado).

Um comentário:

blog da juliana disse...

O filme é muito bacana mesmo! Senti uma influência forte de "Forrest Gump" com uma pitada de "Tomates Verdes e Fritos" no roteiro. Brad está ótimo! Que charme! Sempre o considerei um bom ator. Eis um astro sui generis na indústria, essa é que é a verdade. Brad Pitt é o Paul Newman dos anos 90. Lindo! I LOVE Brad! hahahaha