sábado, 13 de setembro de 2008

Inconstante

Queria não ser uma pessoa tão inconstante. Meu temperamento muda com uma facilidade incrível. Dizem que é o mal que aflige os que nasceram com o Sol em Gêmeos. Se for influência do meu Sol eu ser uma pessoa de lua, nunca vou ter certeza. Mas essa inquietude faz parte de mim e é difícil controlá-la.

Sou realmente esquisita. Posso estar ao lado daquele que eu achei que era meu príncipe encantado e, no dia seguinte, olhar para o lado e me perguntar o que vi em alguém tão sem sal. Começo um curso com a maior empolgação, com a certeza de que fará uma diferença imensa na minha carreira e, na terceira disciplina, não ter o mínimo saco em freqüentar as aulas (Por fim, vou abandonar aquele MBA, decidi hoje de manhã).

Marcar algo comigo num fim de semana é loteria. Mudo de idéia no último minuto, e um sábado que prometia ser cheio de baladas pode se resumir a uma leitura, antes de dormir. Sem o menor arrependimento.

Já fui muito pior, mas confesso que essa inquietude ainda me persegue. Em casa, nos relacionamentos, no trabalho. Não sou afeita a rotinas, compromissos podem me sufocar, novidades me fascinam. Sou cíclica, posso passar um mês em baladas homéricas e, no mês seguinte, mal colocar a cabeça para fora de casa num sábado ensolarado.

Queria ser mais previsível. Acho que seria mais fácil para quem está ao meu lado. Não traria tantos aborrecimentos.

Mas se fosse fácil, não seria eu. E confessem, perderia toda a graça...

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Cantinho Escondido

Carlinhos Brown, Marisa Monte, Arnaldo Antunes, Cézar Mendes

"Dentro de cada pessoa
Tem um cantinho escondido
Decorado de saudade

Um lugar pro coração pousar
Um endereço que freqüente sem morar
Ali na esquina do sonho com a razão
No centro do peito, no largo da ilusão

Coração não tem barreira, não
Desce a ladeira, perde o freio devagar
Eu quero ver cachoeira desabar
Montanha, roleta russa, felicidade
Posso me perder pela cidade
Fazer o circo pegar fogo de verdade
Mas tenho meu canto cativo pra voltar

Eu posso até mudar
Mas onde quer que eu vá
O meu cantinho há de ir

Dentro... "


Hoje, definitivamente, tudo que eu queria era um cantinho escondido...

Princípios


Se existe uma coisa que me deixa irada é alguém me pedir para ir de encontro aos meus princípios. Sou uma pessoa extremamente racional, não sou fechada a argumentos, não tenho problema em reavaliar minhas idéias. Mas me pedir para jogar fora meus ideais, aquilo que acho certo, isso eu não aceito.

Minha fama de brava já ganhou o mundo. Na família, no trabalho ou entre amigos, todos sabem que sempre defendo meus pontos de vista com firmeza. Sempre sou taxada de chata, por não conseguir ficar calada diante de coisas que ferem a meus princípios éticos. Para o bem ou para o mal, não sei ser de outro jeito.

Devo confessar que ando mais intolerante neste ponto nos últimos tempos. Mas acredito que as coisas chegaram a um limite em nossa sociedade. Vejo pessoas que, por questões financeiras, vendem sua ética. Outras que, em nome do “amor”, atropelam todos os seus princípios. Anulação, omissão... sinto angústia só em imaginar. Não consigo ficar calada... quem me conhece bem sabe disso.

Essa é outra fama que carrego: sempre tenho uma resposta a dar, em todas as situações. Mas, sobre esta fama, eu filosofo na próxima postagem...

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Ah, o amor...

"Quem ama não mata - não com uma faca ou com um revólver -, mas costuma fazer desaparecer a pessoa que conheceu e por quem se apaixonou, o que é uma forma de matar. Ou mata a si próprio".
Danuza Leão (Cuidado com o amor)

sábado, 6 de setembro de 2008

Hello, Stranger!

And so it is
Just like you said it would be
Life goes easy on me
Most of the time
And so it is
The shorter story
No love, no glory
No hero in her sky

(The Blower’s Daughter, Damien Rice,
música tema do filme Closer)



Definitivamente, algumas histórias não foram escritas para ter final feliz. Elas devem ser vividas sem expectativa, pelo tempo que durar. Não adianta. Não se coloca reticências numa frase que deve ter um ponto final. Fica estranho, fora de ordem. Não adianta brigar contra a vida ou o destino. Algumas pessoas não nasceram para ficar juntas. Ponto parágrafo.

Tive este pensamento revendo um filme que amo: Closer. A trama mostra a trajetória de quatro pessoas reunidas pelo destino, com Jude Law, Julia Roberts, Natalie Portman e Clive Owen. Desde o início está na cara: Anna (Julia Roberts) e Dan (Jude Law) não serão felizes juntos. Paixões arrebatadoras, que levam a ações inconseqüentes, que nos tiram do prumo, não costumam resultar em finais felizes. É excesso de sentimento, e nada em excesso faz bem.


Por vezes em nossas vidas nos deparamos com esta situação. No fundo, sabemos que não vai dar certo, que seremos magoados, que estaremos destruídos no final da relação, mas como criança teimosa, deixamos as conseqüências de lado e nos arriscamos. Em geral, a coisa acaba exatamente como imaginávamos e temos que catar os cacos no fim. Mas como saber o fim se não arriscarmos?

Apesar da minha natureza racional, costumo me arriscar mais do que deveria. É difícil sentimentos extremos brotarem em mim. Não me apaixono fácil, sou uma pessoa difícil de conquistar. Mas quando eles surgem, apesar de relutar, deixo que a onda me leve. Momentos felizes e finais trágicos; prefiro catar os cacos do que me arrepender pelo resto da vida por algo que não vivi.

Até um tempo atrás ainda estava catando os cacos. Atualmente tenho navegado por mares serenos. Mas nunca se sabe quando vem a paixão. E se ela vier, apesar de louca e descontrolada, é melhor encará-la de frente. Ela irá nos atropelar de qualquer forma, como o carro que atropelou Alice (Natalie Portman), assim que avistou Dan. “Hello, Stranger”.

sexta-feira, 5 de setembro de 2008

O que dizem os astros

Segundo Quiroga (Correio da Bahia):






A força do desejo parece irresistível, mas se assim o fosse, você não seria humano, mas animal. Você é um ser humano, diferente dos animais, porque sempre terá ao seu dispor a opção de escolher o que fazer com a tal força dos desejos.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Pessoas certas, momentos certos

De você sei quase nada
Pra onde vai ou porque veio
Nem mesmo sei
Qual é a parte da tua estrada
No meu caminho
(Quase nada; Zeca Baleiro e Alice Ruiz)

Como posso me tornar assim tão eu estando com você? Você que apareceu sem aviso, num toque do destino, quando eu menos esperava. Que despertou um sentimento em mim que me eleva e que me acalma. Um sentimento que não sentia há algum tempo, já que meu coração andou me pregando peças que o deixaram em estado de espera.

Andei fechada para balanço. Queria paz em minha vida depois de algumas tempestades e achei que conseguiria isso estando só, fechada como dedos para novas emoções. Ironia achar esta paz em outro sentimento. Você que eu mal conheço e tanta confiança já me passa. Você que me liga do nada, para saber como estou ou pedir opinião sobre um móvel que quer reformar. Você que, como eu, é apaixonado pela liberdade. Que prefere a vida sem amarras, que gosta de velejar ao sabor do vento.

Sua calma me fascina. Sua alegria é contagiante. Seu toque me deixa meio tonta e, ao mesmo tempo, me dá uma sensação de equilíbrio. Não procure entender. Não sei o que espera de mim. Não sei se sente o mesmo que eu. O que sei é que o que tem me dado até agora tem sido importante para mim, e queria te agradecer por ter cruzado meu caminho. Caminhe pelo tempo que quiser...

Sempre acreditei na máxima que pessoas certas em momentos certos podem fazer grande diferença em nossas vidas. É essa a sensação que tenho quando penso em você.