Sou realmente esquisita. Posso estar ao lado daquele que eu achei que era meu príncipe encantado e, no dia seguinte, olhar para o lado e me perguntar o que vi em alguém tão sem sal. Começo um curso com a maior empolgação, com a certeza de que fará uma diferença imensa na minha carreira e, na terceira disciplina, não ter o mínimo saco em freqüentar as aulas (Por fim, vou abandonar aquele MBA, decidi hoje de manhã).
Marcar algo comigo num fim de semana é loteria. Mudo de idéia no último minuto, e um sábado que prometia ser cheio de baladas pode se resumir a uma leitura, antes de dormir. Sem o menor arrependimento.
Já fui muito pior, mas confesso que essa inquietude ainda me persegue. Em casa, nos relacionamentos, no trabalho. Não sou afeita a rotinas, compromissos podem me sufocar, novidades me fascinam. Sou cíclica, posso passar um mês em baladas homéricas e, no mês seguinte, mal colocar a cabeça para fora de casa num sábado ensolarado.
Queria ser mais previsível. Acho que seria mais fácil para quem está ao meu lado. Não traria tantos aborrecimentos.
Mas se fosse fácil, não seria eu. E confessem, perderia toda a graça...



