
Escreveu com a sua letra mais redonda. Não queria correr o risco de mal entendidos. Com toda a idade que o bom velhinho carrega, com certeza ele tem algum problema nas vistas e precisava facilitar o trabalho dele. Disseram que poderia mandar um e-mail. Mas achou mais seguro escrever a sua cartinha, como fazia todos os anos. Vai saber se o tal e-mail não era coisa desses malucos da internet. Podia ser criança, mas não era burra. Não iria arriscar.
Também não confiava nos impostores que ficavam no shopping. Qual a surpresa? Depois dos cinco anos, você acha realmente possível dizer a uma criança que é mesmo o Papai Noel sentado em cada canto da cidade? Que ele usa seus poderes mágicos para se transportar e estar em vários lugares ao mesmo tempo? Uma boa olhadela na barba falsa, na barriga de travesseiro e no “Ho, ho, ho” em diferentes tons para saber que não era a mesma pessoa.
Voltemos. Letra redonda, satisfações sobre notas na escola e bom comportamento com os pais. Achava que realmente merecia a bicicleta que tanto queria. Terminou a carta, pegou um envelope, fechou com um adesivo da Hello Kitty. Pediu ao pai que colocasse no Correio, e que pedisse urgência na entrega, pois a casa do bom velhinho ficava muito longe e sua carta tinha que chegar a tempo.
Os dias se passaram. O grande dia chegou. Vestiu a roupa linda que escolheu com a mãe, no dia anterior. As lojas estavam cheias... será que Papai Noel pega todas essas filas para comprar os presentes e mandar embalar? Será que ele comprava tudo no cartão de crédito, ou levava o dinheiro dentro do grande saco vermelho?? Podia imaginar a cara dele quando chegava a cobrança, a Mamãe Noel gritando, assim como seu pai fazia com a sua mãe, todo mês.
Estava pronta. Comeu depressa, achando que assim o tempo passaria mais rápido. Adorava o vovô, mas ele não poderia deixar a conversa sobre futebol para depois e ir logo embora? O Papai Noel só chegaria depois que a casa estivesse vazia. Desta vez pegaria ele no flagra, já tinha todo o plano. Estava segurando o sono até onde podia. Os últimos convidados estavam se despedindo. Odiava quando a tia gorda apertava sua bochecha, mas desta vez, abriu um grande sorriso, pois significava que a grande hora estava chegando. A casa ficou vazia. Vestiu os pijamas.
Deitou-se na cama e esperou. As pálpebras teimavam, mas não queria dormir. Não podia fechar os olhos, não podia... Quando acordou de manhã, sua bicicleta estava ali, do lado da cama. Como ele fazia aquilo?
Por mais um ano, a magia estava mantida. A infância ainda perduraria por alguns anos.
Também não confiava nos impostores que ficavam no shopping. Qual a surpresa? Depois dos cinco anos, você acha realmente possível dizer a uma criança que é mesmo o Papai Noel sentado em cada canto da cidade? Que ele usa seus poderes mágicos para se transportar e estar em vários lugares ao mesmo tempo? Uma boa olhadela na barba falsa, na barriga de travesseiro e no “Ho, ho, ho” em diferentes tons para saber que não era a mesma pessoa.
Voltemos. Letra redonda, satisfações sobre notas na escola e bom comportamento com os pais. Achava que realmente merecia a bicicleta que tanto queria. Terminou a carta, pegou um envelope, fechou com um adesivo da Hello Kitty. Pediu ao pai que colocasse no Correio, e que pedisse urgência na entrega, pois a casa do bom velhinho ficava muito longe e sua carta tinha que chegar a tempo.
Os dias se passaram. O grande dia chegou. Vestiu a roupa linda que escolheu com a mãe, no dia anterior. As lojas estavam cheias... será que Papai Noel pega todas essas filas para comprar os presentes e mandar embalar? Será que ele comprava tudo no cartão de crédito, ou levava o dinheiro dentro do grande saco vermelho?? Podia imaginar a cara dele quando chegava a cobrança, a Mamãe Noel gritando, assim como seu pai fazia com a sua mãe, todo mês.
Estava pronta. Comeu depressa, achando que assim o tempo passaria mais rápido. Adorava o vovô, mas ele não poderia deixar a conversa sobre futebol para depois e ir logo embora? O Papai Noel só chegaria depois que a casa estivesse vazia. Desta vez pegaria ele no flagra, já tinha todo o plano. Estava segurando o sono até onde podia. Os últimos convidados estavam se despedindo. Odiava quando a tia gorda apertava sua bochecha, mas desta vez, abriu um grande sorriso, pois significava que a grande hora estava chegando. A casa ficou vazia. Vestiu os pijamas.
Deitou-se na cama e esperou. As pálpebras teimavam, mas não queria dormir. Não podia fechar os olhos, não podia... Quando acordou de manhã, sua bicicleta estava ali, do lado da cama. Como ele fazia aquilo?
Por mais um ano, a magia estava mantida. A infância ainda perduraria por alguns anos.
Um comentário:
Diz ai que isso ainda acontece comigo. Não falo de esperar presente de Papai Noel, mas a inocência de aguardar supresas da vida. de acordar e ver que o que se desejava esta ali.
Postar um comentário