São Paulo é uma cidade viva. O ritmo frenético de seus moradores contagia. A vida pulsa em suas ruas e em suas avenidas. Não há como não se espantar com esta cidade, onde tudo é muito grande, muito longe, onde é possível encontrar surpresas a cada esquina.
Caminhar pelas ruas de São Paulo é uma aventura deliciosa. No centro, os prédios históricos são uma visão deslumbrante. O que dizer da Estação da Luz, ponto em que ocorre a transição entre o metrô e a rede férrea, onde se pode chegar a vários pontos da cidade. Uma loucura de gente que vai e vem e um piano em meio ao salão que dá acesso aos trens e ao metrô. Passei por lá algumas vezes; em todas as vezes alguém dedilhava o piano, levando ao ambiente uma trilha sonora atípica, e que fazia parar os transeuntes, que por alguns segundos, esqueciam suas loucas rotinas.

Estação da Luz, São Paulo
E o formigueiro na 25 de Março? Sim, amigos, estive no tão falado centro de compras, onde populares e camelôs disputam espaço pelas calçadas. Tudo se acha por lá, só não há como comprovar a procedência... e quando passa o tal do Rapa, a correria começa e vendedores e clientes acabem se tornando cúmplices na vigilância e na fuga. Fiquei meio tonta em meio a tantos produtos e sacoleiros, e com um sol de lascar na moleira. Sim, na Terra da Garoa, o calor imperou nos últimos dias...
Outro aspecto de São Paulo é a possibilidade de conhecer pedaços de outras culturas em locais distintos da cidade. No Bixiga, a cultura italiana encanta com sua alegria e boa comida. A cantina mais antiga do local tem mais de cem anos! Fiquei tentada a voltar em agosto, quando ocorre a Festa da Querupita, santa que dá o nome a igreja do bairro, que segundo um descendente de italiano, funcionário de uma cantina local, é uma das festas mais animadas da cidade. Pelo pouco que vi da gente que mora no bairro, o rapaz deve ter mesmo razão.
Em outro bairro, a Liberdade, um cantinho que remonta o outro lado do mundo, o Oriente. Descendentes de japoneses, coreanos, chineses se misturam, num emaranhado de sabores, odores e visões. A feirinha de domingo e suas miudezas deixam qualquer um louco. Frutas e verduras inusitadas, roupas com cortes e estampas orientais, origamis de todos os tipos. Difícil lembrar tudo que vi, mas foi uma experiência fantástica.
Eu e Soraia no bairro da Liberdade, São Paulo
Fiquei devendo algumas visitas a outros pontos da cidade, mas como já disse no início, São Paulo é muito grande e meu tempo por lá, foi muito curto. Queria ter ido ao Mercado Municipal, ao Museu do Futebol, ao Ibirapuera... mais motivos para voltar à cidade de concreto, que de perto, é menos cinza do que se imagina. O colorido está na sua gente que apesar de apressada, mostra-se amável e sorridente.