Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito.
Clarice Lispector, escritora
segunda-feira, 20 de abril de 2009
sexta-feira, 27 de março de 2009
Um edifício no meio do mundo

Composição: Ana Carolina e Jorge Vercilo
Os meus olhos cheios d'agua
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?
Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não o falta nada pra gente ser feliz agora
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços
É o que eu te peço
Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão
Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão
Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre
Me prenda em seus braços
É o que eu te peço
Para ver o clipe no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=PrGOTry2NHQ
terça-feira, 24 de março de 2009
O grande dia
Entre malas de roupas, livros e demais cacarecos me encontro agora. Amanhã será o grande dia. Mudança. A saída da casa de minha mãe nunca me assustou, pelo contrário. Venho me preparando para ela há quase três anos. Foram períodos de conflito, convencimento, ansiedade, acomodação, novos conflitos, e por fim, decisões e ações que levaram a esse momento.
Estou ansiosa. Como já escrevi aí em cima, sei que a mudança trará muitas situações novas, para o bem e para o mal. Quero curtir cada momento desta nova fase, com a intensidade que merecem.
Ando um pouco cansada com os preparativos. Nossa, nunca imaginei que uma pessoa podia juntar tantas coisas na vida. Mas foi fantástico achar fotos antigas, velhos diários, dizeres de amigos que há anos não tenho nem notícia... quando a gente carrega esses velhos cacarecos, leva também um tanto de lembranças junto com eles. É sua vida, que cabe numa mala ou várias caixas...
Revivi alguns bons momentos empacotando essas lembranças. Fotos minhas e de meu irmão, infância traquina na casa de meus avôs. Primos e amigos em Madre de Deus; momentos registrados em fotos, agendas e diários inacabados e inconstantes. Eita, que curti demais as dores e as delícias da adolescência. Meu álbum de formatura, meu diploma; vontade que eu tinha de sair correndo daquela faculdade... Trabalho de conclusão de curso, apostilas da especialização, antigas bonecas de jornais do Conselho de Psicologia. Bons tempos, grandes lições.
Sei que terei mais alguns momentos de nostalgia ao desempacotar tudo. Espero curtir em breve aquela sensação de alívio que se segue ao cansaço. Pois o cansaço já chegou e ainda tenho muito que fazer.
Estou ansiosa. Como já escrevi aí em cima, sei que a mudança trará muitas situações novas, para o bem e para o mal. Quero curtir cada momento desta nova fase, com a intensidade que merecem.
Ando um pouco cansada com os preparativos. Nossa, nunca imaginei que uma pessoa podia juntar tantas coisas na vida. Mas foi fantástico achar fotos antigas, velhos diários, dizeres de amigos que há anos não tenho nem notícia... quando a gente carrega esses velhos cacarecos, leva também um tanto de lembranças junto com eles. É sua vida, que cabe numa mala ou várias caixas...
Revivi alguns bons momentos empacotando essas lembranças. Fotos minhas e de meu irmão, infância traquina na casa de meus avôs. Primos e amigos em Madre de Deus; momentos registrados em fotos, agendas e diários inacabados e inconstantes. Eita, que curti demais as dores e as delícias da adolescência. Meu álbum de formatura, meu diploma; vontade que eu tinha de sair correndo daquela faculdade... Trabalho de conclusão de curso, apostilas da especialização, antigas bonecas de jornais do Conselho de Psicologia. Bons tempos, grandes lições.
Sei que terei mais alguns momentos de nostalgia ao desempacotar tudo. Espero curtir em breve aquela sensação de alívio que se segue ao cansaço. Pois o cansaço já chegou e ainda tenho muito que fazer.
quarta-feira, 18 de março de 2009
Mudanças
Mudanças me revigoram. Adoro mudar. Tenho uma natureza inquieta, que me move para diferentes áreas de conhecimento, diferentes lugares, diferentes pessoas, diferentes emoções. Preciso de novos ares para me sentir viva.
Essas mudanças físicas sempre mexem com meu íntimo. Nunca sou a mesma depois de uma mudança, mínima que seja. Não que minha personalidade se transfigure, e eu seja o oposto de tudo aquilo que fui. Mas sempre fica um quê de evolução (ou regressão) após uma viagem, uma nova experiência profissional ou uma nova amizade.
Mudanças acrescentam... quase sempre. Algumas mudanças subtraem também. Por vezes trazem alegrias, por vezes saudades. Mas sempre trazem uma lição. Passei por grandes mudanças nesses últimos anos, e já escrevi sobre algumas delas nesse blog. Aprendi muito com cada uma delas. Sofri com algumas, tive alegrias com a maioria.
Esses dias me preparo para uma grande mudança. E apesar dela não ter se concretizado ainda, sinto que ela já vem mexendo comigo. É uma mudança planejada, preparada nos mínimos detalhes. Trouxe algumas dores de cabeça, algum stress, muita ansiedade. Também vem modificando a minha visão, meu relacionamento com algumas pessoas próximas, aumentando a tolerância para algumas situações difíceis para mim. Com certeza, me trará ainda mais lições.
Sei que irei me surpreender comigo mesma quando me encontrar sozinha. Sei que não será fácil cultivar o desapego. Sei que terei que lutar contra a superproteção materna. Também sei que terei que contar com essa proteção, vez ou outra. Não tenho medo do que está por vir. Se não der certo, sei que tenho para onde regressar, e isso me conforta e me fortalece. Por vezes uma mudança pode significar voltar a uma situação anterior, nunca se sabe. Um passo para trás para que se possa avançar mais dois. Aprendi no jogo de damas...
Essas mudanças físicas sempre mexem com meu íntimo. Nunca sou a mesma depois de uma mudança, mínima que seja. Não que minha personalidade se transfigure, e eu seja o oposto de tudo aquilo que fui. Mas sempre fica um quê de evolução (ou regressão) após uma viagem, uma nova experiência profissional ou uma nova amizade.
Mudanças acrescentam... quase sempre. Algumas mudanças subtraem também. Por vezes trazem alegrias, por vezes saudades. Mas sempre trazem uma lição. Passei por grandes mudanças nesses últimos anos, e já escrevi sobre algumas delas nesse blog. Aprendi muito com cada uma delas. Sofri com algumas, tive alegrias com a maioria.
Esses dias me preparo para uma grande mudança. E apesar dela não ter se concretizado ainda, sinto que ela já vem mexendo comigo. É uma mudança planejada, preparada nos mínimos detalhes. Trouxe algumas dores de cabeça, algum stress, muita ansiedade. Também vem modificando a minha visão, meu relacionamento com algumas pessoas próximas, aumentando a tolerância para algumas situações difíceis para mim. Com certeza, me trará ainda mais lições.
Sei que irei me surpreender comigo mesma quando me encontrar sozinha. Sei que não será fácil cultivar o desapego. Sei que terei que lutar contra a superproteção materna. Também sei que terei que contar com essa proteção, vez ou outra. Não tenho medo do que está por vir. Se não der certo, sei que tenho para onde regressar, e isso me conforta e me fortalece. Por vezes uma mudança pode significar voltar a uma situação anterior, nunca se sabe. Um passo para trás para que se possa avançar mais dois. Aprendi no jogo de damas...
quinta-feira, 12 de março de 2009
Pensamento da semana
Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
(Serra do Luar, Walter Pinheiro)
Cantada por Leila Pinheiro
Obrigada pela contribuição, Fábio!
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo
(Serra do Luar, Walter Pinheiro)
Cantada por Leila Pinheiro
Obrigada pela contribuição, Fábio!
segunda-feira, 9 de março de 2009
São Paulo não é tão cinza...
São Paulo é uma cidade viva. O ritmo frenético de seus moradores contagia. A vida pulsa em suas ruas e em suas avenidas. Não há como não se espantar com esta cidade, onde tudo é muito grande, muito longe, onde é possível encontrar surpresas a cada esquina.
Caminhar pelas ruas de São Paulo é uma aventura deliciosa. No centro, os prédios históricos são uma visão deslumbrante. O que dizer da Estação da Luz, ponto em que ocorre a transição entre o metrô e a rede férrea, onde se pode chegar a vários pontos da cidade. Uma loucura de gente que vai e vem e um piano em meio ao salão que dá acesso aos trens e ao metrô. Passei por lá algumas vezes; em todas as vezes alguém dedilhava o piano, levando ao ambiente uma trilha sonora atípica, e que fazia parar os transeuntes, que por alguns segundos, esqueciam suas loucas rotinas.
Caminhar pelas ruas de São Paulo é uma aventura deliciosa. No centro, os prédios históricos são uma visão deslumbrante. O que dizer da Estação da Luz, ponto em que ocorre a transição entre o metrô e a rede férrea, onde se pode chegar a vários pontos da cidade. Uma loucura de gente que vai e vem e um piano em meio ao salão que dá acesso aos trens e ao metrô. Passei por lá algumas vezes; em todas as vezes alguém dedilhava o piano, levando ao ambiente uma trilha sonora atípica, e que fazia parar os transeuntes, que por alguns segundos, esqueciam suas loucas rotinas.
Estação da Luz, São Paulo
E o formigueiro na 25 de Março? Sim, amigos, estive no tão falado centro de compras, onde populares e camelôs disputam espaço pelas calçadas. Tudo se acha por lá, só não há como comprovar a procedência... e quando passa o tal do Rapa, a correria começa e vendedores e clientes acabem se tornando cúmplices na vigilância e na fuga. Fiquei meio tonta em meio a tantos produtos e sacoleiros, e com um sol de lascar na moleira. Sim, na Terra da Garoa, o calor imperou nos últimos dias...
Outro aspecto de São Paulo é a possibilidade de conhecer pedaços de outras culturas em locais distintos da cidade. No Bixiga, a cultura italiana encanta com sua alegria e boa comida. A cantina mais antiga do local tem mais de cem anos! Fiquei tentada a voltar em agosto, quando ocorre a Festa da Querupita, santa que dá o nome a igreja do bairro, que segundo um descendente de italiano, funcionário de uma cantina local, é uma das festas mais animadas da cidade. Pelo pouco que vi da gente que mora no bairro, o rapaz deve ter mesmo razão.
Em outro bairro, a Liberdade, um cantinho que remonta o outro lado do mundo, o Oriente. Descendentes de japoneses, coreanos, chineses se misturam, num emaranhado de sabores, odores e visões. A feirinha de domingo e suas miudezas deixam qualquer um louco. Frutas e verduras inusitadas, roupas com cortes e estampas orientais, origamis de todos os tipos. Difícil lembrar tudo que vi, mas foi uma experiência fantástica.
Outro aspecto de São Paulo é a possibilidade de conhecer pedaços de outras culturas em locais distintos da cidade. No Bixiga, a cultura italiana encanta com sua alegria e boa comida. A cantina mais antiga do local tem mais de cem anos! Fiquei tentada a voltar em agosto, quando ocorre a Festa da Querupita, santa que dá o nome a igreja do bairro, que segundo um descendente de italiano, funcionário de uma cantina local, é uma das festas mais animadas da cidade. Pelo pouco que vi da gente que mora no bairro, o rapaz deve ter mesmo razão.
Em outro bairro, a Liberdade, um cantinho que remonta o outro lado do mundo, o Oriente. Descendentes de japoneses, coreanos, chineses se misturam, num emaranhado de sabores, odores e visões. A feirinha de domingo e suas miudezas deixam qualquer um louco. Frutas e verduras inusitadas, roupas com cortes e estampas orientais, origamis de todos os tipos. Difícil lembrar tudo que vi, mas foi uma experiência fantástica.
Eu e Soraia no bairro da Liberdade, São Paulo
Fiquei devendo algumas visitas a outros pontos da cidade, mas como já disse no início, São Paulo é muito grande e meu tempo por lá, foi muito curto. Queria ter ido ao Mercado Municipal, ao Museu do Futebol, ao Ibirapuera... mais motivos para voltar à cidade de concreto, que de perto, é menos cinza do que se imagina. O colorido está na sua gente que apesar de apressada, mostra-se amável e sorridente.
segunda-feira, 2 de março de 2009
Surpresas
Uma banda de pop rock nacional já cantou: “o amor pode estar do seu lado”. Por vezes achamos que este tipo de coisa só acontece em ficção, mas elas são realmente possíveis na vida real.
Engraçado como você pode conhecer uma pessoa há anos e, quando menos se espera, ver surgir um sentimento diferente entre ambos. Inesperado, mas intenso. Ninguém acredita que é verdade, até ver os dois juntos. Nenhum dos dois sabe explicar ao certo como tudo começou, apenas aconteceu.
Uma festa com a turma, alguns goles de bebida a mais, olhares insistentes, um beijo de surpresa, muita diversão. Nada que indicasse que a coisa iria para frente, afinal, é verão em Salvador. E só quem conhece o Verão de Salvador entende do que estou falando. E a coisa foi atravessando os ensaios e se firmou no Carnaval (!!). “Meu fevereiro foi tão bonito...”
A vida revela a cada dia a natureza surpreendente dos relacionamentos humanos. Num mundo em que a superficialidade impera, em que o prazer sem conseqüências é colocado em primeiro plano, a intensidade dos sentimentos surge de onde menos se espera. É preciso estar atento a estes momentos raros, e aproveitá-los com toda a magnitude que merecem.
Como já cantou o Barão Vermelho:
Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...
Engraçado como você pode conhecer uma pessoa há anos e, quando menos se espera, ver surgir um sentimento diferente entre ambos. Inesperado, mas intenso. Ninguém acredita que é verdade, até ver os dois juntos. Nenhum dos dois sabe explicar ao certo como tudo começou, apenas aconteceu.
Uma festa com a turma, alguns goles de bebida a mais, olhares insistentes, um beijo de surpresa, muita diversão. Nada que indicasse que a coisa iria para frente, afinal, é verão em Salvador. E só quem conhece o Verão de Salvador entende do que estou falando. E a coisa foi atravessando os ensaios e se firmou no Carnaval (!!). “Meu fevereiro foi tão bonito...”
A vida revela a cada dia a natureza surpreendente dos relacionamentos humanos. Num mundo em que a superficialidade impera, em que o prazer sem conseqüências é colocado em primeiro plano, a intensidade dos sentimentos surge de onde menos se espera. É preciso estar atento a estes momentos raros, e aproveitá-los com toda a magnitude que merecem.
Como já cantou o Barão Vermelho:
Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...
Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...
Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...
Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...
Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...
Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...
Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...
(Amor, meu grande amor – Ângela Ro Ro e Ana Terra)
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