domingo, 26 de outubro de 2008

Trampolim

"Que tipo de piscina terá embaixo deste trampolim?
Que pulo que eu vou ter que dar para não me ferir?
Porque acordar sem você é ficar cego no amanhecer
É assistir o fim do mundo antes de escurecer
E eu no meio disso tudo, sem saber,
Se já estamos no início do que vamos ser"
(Trampolim – Paulinho Moska)


Pular ou não pular do trampolim? Arriscar e levar alguns arranhões (ou uma bela queda, a depender da altura) ou viver de “será?” e “e se”? Eu sempre acabo pulando, apesar dos protestos da razão. Para falar a verdade, às vezes pulo impulsionada por ela, pois no fundo, odeio lidar com hipóteses. Prefiro sempre fatos, sim ou não; não sei viver de talvez.

A piscina em si não me dá medo. Por vezes, ela está vazia, ou a água está muito fria. Não há muito que fazer nessas horas, a não ser procurar a escada e uma toalha seca para consolar. Mas quando a água está morna, os minutos ali se transformam em momentos mágicos, e chego a me perguntar por que demorei tanto para pular.

Prefiro sempre me arrepender por coisas que fiz, do que sentir saudades daquilo que não vivi. Experimentar é da minha natureza. Sou geminiana e não seria eu sem essa curiosidade, sem esta ansiedade por viver. Não saberia passar pela vida sem ir ao limite do que ela pode me oferecer, mesmo sabendo que posso não alcançar, mesmo sabendo que nem sempre a gente ganha.

Sempre existirão trampolins para um próximo pulo.



Um comentário:

o Nobre disse...

Adoro essa música e sempre pulo dos trampolins da vida. E de cabeça.