terça-feira, 1 de setembro de 2009

A professora

Resisti até onde pude para falar do assunto, mas não deu. Todo mundo só fala nela: a professora Jaqueline, que teve sua “performance” durante um show de pagode filmada e publicada na internet. Perdeu o emprego. Mas quando tudo parecia perdido, a “pró” Jaque se tornou celebridade. Estampou o rosto em todos os telejornais, em rede nacional.

Não estou aqui para julgar a moça. Acho que cada um faz o que quer, diverte-se como quiser, dança o que quiser. Ela teve a privacidade exposta? Com certeza. Mas todos nós estamos expostos nesse mundo maluco que vivemos. Qualquer um pode ter sua imagem registrada em situações constrangedoras através de celulares e mini-câmeras.

Alguém pode dizer que ela subiu no palco porque quis, que sabia que estava sendo filmada por todos os celulares presentes. Mas será que a professora tinha noção da repercussão que o caso ia tomar? Alguém que tenha filmado a professora tinha a intenção de levar esta exposição a esse nível que chegou? O que leva um episódio como esse a uma repercussão tão grande, diante de tantos outros assuntos mais relevantes para a população baiana e brasileira?

Será que falta assunto? Não é o caso. Gripe suína, crise no Senado, obras inacabadas, acidentes e muitas outras mazelas. Não consigo entender o que pauta essa nossa imprensa. Talvez seja a mesma lógica behaviorista que leva ao sucesso de reality shows, como Big Brother e afins. A exposição da vida do outro, simples assim, como forma de distrair as pessoas de suas próprias vidas.

Sei lá. Não quero transformar esse meu blog num espaço filosófico. Só gostaria que cada um pensasse porque somos atraídos por casos como esse, por mais que a gente reprove esse tipo de pauta e ache perda de tempo da imprensa divulgar esse tipo de assunto. Eu mesma estou aqui, escrevendo sobre o assunto (mea culpa)...

sábado, 18 de julho de 2009

Eu sou assim

Sou assim, que posso fazer? Como qualquer ser humano, tenho meus momentos de confusão, minhas fraquezas.

Tenho ciúmes, sim. Sou possessiva. Tenho sangue nas veias. Apesar de nem sempre demonstrar, levo meus sentimentos ao extremo. Amo no limite do excesso de amar. Odeio com forças e não quero saber.

Sou mulher. Espécie confusa que nem sempre fala aquilo que quer dizer. Digo não, quando, na verdade, o sim quase atropela as palavras na boca. Digo sim, por vezes com a cabeça cheia de dúvidas e me arrependo depois. Nem sempre digo eu te amo quando dá vontade. Às vezes falo quando deveria me calar.

Sou assim, não tem muito jeito. Ansiosa até não agüentar mais. Odeio segredos. Sinto-me perdida quando não tenho o controle da situação. Por vezes a pressão me incomoda. Por vezes a rotina me sufoca.

Sou geminiana. Acordo dia sim outros também com aquele mau humor. Sinto necessidade de carinho e nem sempre sei dizer com exatidão. Não gosto de ficar sozinha. O escuro me assusta em algumas noites mais frias.

Sou assim e não sei ser de outra forma. Sei que fascino alguns, que afasto outros. Tento viver a minha vida da melhor forma, equilibrando fobias e manias, medos e assombros, vontades e desejos.

Por vezes acordo desejando ser diferente. Mas de que adiantaria? Teria outros defeitos e manias. E não vou negar que já estou acostumada com estes, que me caem tão bem.

Tenho a exata noção que não agrado a todos. Mas não sei não ser eu. E para aqueles a quem amo, peço sempre compreensão. Não sou do tipo que toma muito jeito...

sexta-feira, 5 de junho de 2009

Vermelho

Vanessa da Matta

Gostar de ver você sorrir

Gastar das horas pra te ver dormir

Enquanto o mundo roda em vão

Eu tomo o tempo

O velho gasta solidão

Em meio aos pombos na Praça da Sé

O pôr do Sol invade o chão do apartamento


Vermelhos são seus beijos

Que meigos são seus olhos

Ver que tudo pode retroceder

Que aquele velho pode ser eu

No fundo da alma há solidão

E um frio que suplica um aconchego


Vermelhos são seus beijos

Quase que me queimam

Que meigo são seus olhos

Lânguida face

Seus beijos são vermelhos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face


Ver que tudo pode retroceder

Que aquele velho pode ser eu

No fundo da alma há solidão

E um frio que suplica um aconchego


Vermelhos são seus beijos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face

Seus beijos são vermelhos

Quase que me queimam

Que meigos são seus olhos

Lânguida face

domingo, 31 de maio de 2009

Mulheres e vinhos


Amanhã completo mais um ano de vida. São 27 ao todo. Alguém me disse uma vez que quando a mulher completa 15 anos, parece que o tempo passa mais rápido. Não levei a sério, mas é verdade. Lembro exatamente o dia em que debutei. E os anos realmente passaram voando.

Não reclamo da idade. Talvez porque ainda não me pesou de fato, ou os efeitos da gravidade ainda não tenham atingido meu corpo. Devo confessar que não troco os meus ainda 26, pelos meus 16, por exemplo. Hoje me sinto muito mais bonita do que há 10 anos, muito mais satisfeita com meu corpo, meu cabelo.

Hoje me vejo fazendo planos que nunca havia imaginado. Fazendo coisas que não havia planejado. Colhendo frutos de sementes que plantei. Acredito que ainda estarei melhor quando chegar aos 30, depois aos 40. Talvez atravesse a crise da meia idade, mas não me vejo tão preocupada com a pressão do tempo.

Acredito que as mulheres amadurecem e se tornam mais interessantes, como acontece com os vinhos. O aroma se altera, o sabor da uva se encorpa e as combinações que podem ser feitas com pratos tornam-se prazeres inusitados. Cada idade possui o seu sabor, o seu aroma. E o segredo da vida é saber fazer as combinações para obter os mais inusitados prazeres.

sábado, 23 de maio de 2009

Poeminha do Contra

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!

(Mário Quintana)

Ser ou não ser forte

Sempre me considerei uma pessoa forte. Ainda me considero assim. Mas por vezes, esta característica que pode ser vista como uma qualidade, pode se tornar um defeito. Sim, quem diria que a tão aclamada autoconfiança poderia ser algo ruim?

Na verdade, a autoconfiança pode ser ruim quando esta te impede de pedir ajuda. Quantas vezes a minha vontade era gritar ao mundo: “Socorro! Preciso de ajuda!”, mas o bendito excesso de autoconfiança me impediu? Claro, alguém forte não pode ficar pedindo arrego, tem que resolver seus próprios problemas sozinha.

Mas esse engolir problemas, achando que se pode resolver tudo sozinha, pode trazer muitas dificuldades. Sou vítima de algumas delas. Não sei falar sobre os meus problemas; sempre fui melhor lidando com os problemas dos outros. Quantas vezes me senti sozinha com meus pensamentos, mesmo estando rodeada de pessoas queridas que, com certeza, estariam dispostas a me ajudar. Não gosto de me queixar, tenho receio de desabafar. Chorar, então...

Por vezes queria ser um pouco mais fraca. Saber demonstrar melhor os meus sentimentos. Poder falar de problemas sem medo de que as pessoas me achem impotente ou incapaz. Poder dizer, vez ou outra, que tudo que eu preciso é de um colo, de palavras carinhosas, de conselhos amigos.

Não é fácil para mim. Sei que sou fechada; para alguns, até mesmo fria e racional demais. Estou tentando me abrir mais, falar mais de mim, sem receio de julgamentos. Tentando ser eu mesma, sem me esconder daqueles que amo.

quarta-feira, 13 de maio de 2009

Nós


Acordo pela manhã e me deparo com teu respirar ao meu lado. Quase sempre calmo, sereno, pacificador. Não resisto e sempre acabo te abraçando antes de levantar. Tuas mãos quentes me dão ânimo para enfrentar o dia.

Café da manhã, quase sempre preparado por mim, conversas na varanda entre frutas e suco. Mesmo atrasados, nada de abrir mão desse momento sagrado; odeio tomar café da manhã correndo. Corremos depois, para evitar um congestionamento que não tem como fugir. Mais conversas e planos para o dia. Lembretes do que fazer ou comprar, acertos de horário e até mais tarde.

Mergulhamos em nossas rotinas, distantes. A paz de casa me alcançou no trabalho. Tenho andado mais calma, menos ansiosa e perfeccionista. Acho que desisti da ideia de mudar o mundo... ou melhor, entendi que já se faz muita diferença mudando o mundinho ao nosso redor; não há como fazer a parte dos outros. Organização de tarefas, execução de demandas, alguns sucessos, algumas chateações. Parte da rotina, que tento sempre deixar no escritório ao atravessar a catraca para sair.

Encontrar com você na saída me dá a certeza que o trabalho acabou. Risadas ou desabafos durante o congestionamento, depende de como foi o dia de cada um. Reconforto e carinhos entre uma parada e outra. O que acho mais bacana em nós é o interesse um pelo outro, a vontade de que tudo esteja bem, que nenhum aborrecimento possa estragar nossos momentos juntos.

Já disse a você o quanto te adoro. E o quanto tem sido bom te ter ao meu lado. Sem pressa, nos deixando levar pelos sentimentos, aproveitando momentos, curtindo acima de tudo as nossas vidas.

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Pensamento by Clarice Lispector

Não tenho tempo para mais nada, ser feliz me consome muito.

Clarice Lispector, escritora

sexta-feira, 27 de março de 2009

Um edifício no meio do mundo















Composição: Ana Carolina e Jorge Vercilo

Os meus olhos cheios d'agua
Seu mar vazio
Qual é o fio que nos une e nos separa?

Eu quero seu sorriso
No correr da minha hora
E não o falta nada pra gente ser feliz agora

Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre

Me prenda em seus braços
É o que eu te peço

Somos um barco no meio da chuva
Um edifício no meio do mundo
Fortes e unidos como a imensidão

Num passeio no meio da rua
Vamos dias e noites afora
Agora podemos ver na escuridão

Só por você eu dei até o que eu não tive
Há tantos que vivem sem viver um grande amor
Eu que sonhei por tanto tempo em ser livre

Me prenda em seus braços
É o que eu te peço

Para ver o clipe no YouTube: http://www.youtube.com/watch?v=PrGOTry2NHQ

terça-feira, 24 de março de 2009

O grande dia

Entre malas de roupas, livros e demais cacarecos me encontro agora. Amanhã será o grande dia. Mudança. A saída da casa de minha mãe nunca me assustou, pelo contrário. Venho me preparando para ela há quase três anos. Foram períodos de conflito, convencimento, ansiedade, acomodação, novos conflitos, e por fim, decisões e ações que levaram a esse momento.

Estou ansiosa. Como já escrevi aí em cima, sei que a mudança trará muitas situações novas, para o bem e para o mal. Quero curtir cada momento desta nova fase, com a intensidade que merecem.

Ando um pouco cansada com os preparativos. Nossa, nunca imaginei que uma pessoa podia juntar tantas coisas na vida. Mas foi fantástico achar fotos antigas, velhos diários, dizeres de amigos que há anos não tenho nem notícia... quando a gente carrega esses velhos cacarecos, leva também um tanto de lembranças junto com eles. É sua vida, que cabe numa mala ou várias caixas...

Revivi alguns bons momentos empacotando essas lembranças. Fotos minhas e de meu irmão, infância traquina na casa de meus avôs. Primos e amigos em Madre de Deus; momentos registrados em fotos, agendas e diários inacabados e inconstantes. Eita, que curti demais as dores e as delícias da adolescência. Meu álbum de formatura, meu diploma; vontade que eu tinha de sair correndo daquela faculdade... Trabalho de conclusão de curso, apostilas da especialização, antigas bonecas de jornais do Conselho de Psicologia. Bons tempos, grandes lições.

Sei que terei mais alguns momentos de nostalgia ao desempacotar tudo. Espero curtir em breve aquela sensação de alívio que se segue ao cansaço. Pois o cansaço já chegou e ainda tenho muito que fazer.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Mudanças

Mudanças me revigoram. Adoro mudar. Tenho uma natureza inquieta, que me move para diferentes áreas de conhecimento, diferentes lugares, diferentes pessoas, diferentes emoções. Preciso de novos ares para me sentir viva.

Essas mudanças físicas sempre mexem com meu íntimo. Nunca sou a mesma depois de uma mudança, mínima que seja. Não que minha personalidade se transfigure, e eu seja o oposto de tudo aquilo que fui. Mas sempre fica um quê de evolução (ou regressão) após uma viagem, uma nova experiência profissional ou uma nova amizade.

Mudanças acrescentam... quase sempre. Algumas mudanças subtraem também. Por vezes trazem alegrias, por vezes saudades. Mas sempre trazem uma lição. Passei por grandes mudanças nesses últimos anos, e já escrevi sobre algumas delas nesse blog. Aprendi muito com cada uma delas. Sofri com algumas, tive alegrias com a maioria.

Esses dias me preparo para uma grande mudança. E apesar dela não ter se concretizado ainda, sinto que ela já vem mexendo comigo. É uma mudança planejada, preparada nos mínimos detalhes. Trouxe algumas dores de cabeça, algum stress, muita ansiedade. Também vem modificando a minha visão, meu relacionamento com algumas pessoas próximas, aumentando a tolerância para algumas situações difíceis para mim. Com certeza, me trará ainda mais lições.

Sei que irei me surpreender comigo mesma quando me encontrar sozinha. Sei que não será fácil cultivar o desapego. Sei que terei que lutar contra a superproteção materna. Também sei que terei que contar com essa proteção, vez ou outra. Não tenho medo do que está por vir. Se não der certo, sei que tenho para onde regressar, e isso me conforta e me fortalece. Por vezes uma mudança pode significar voltar a uma situação anterior, nunca se sabe. Um passo para trás para que se possa avançar mais dois. Aprendi no jogo de damas...

quinta-feira, 12 de março de 2009

Pensamento da semana

Tudo é uma questão de manter
A mente quieta
A espinha ereta
E o coração tranquilo

(Serra do Luar, Walter Pinheiro)
Cantada por Leila Pinheiro

Obrigada pela contribuição, Fábio!

segunda-feira, 9 de março de 2009

São Paulo não é tão cinza...

São Paulo é uma cidade viva. O ritmo frenético de seus moradores contagia. A vida pulsa em suas ruas e em suas avenidas. Não há como não se espantar com esta cidade, onde tudo é muito grande, muito longe, onde é possível encontrar surpresas a cada esquina.

Caminhar pelas ruas de São Paulo é uma aventura deliciosa. No centro, os prédios históricos são uma visão deslumbrante. O que dizer da Estação da Luz, ponto em que ocorre a transição entre o metrô e a rede férrea, onde se pode chegar a vários pontos da cidade. Uma loucura de gente que vai e vem e um piano em meio ao salão que dá acesso aos trens e ao metrô. Passei por lá algumas vezes; em todas as vezes alguém dedilhava o piano, levando ao ambiente uma trilha sonora atípica, e que fazia parar os transeuntes, que por alguns segundos, esqueciam suas loucas rotinas.


Estação da Luz, São Paulo


E o formigueiro na 25 de Março? Sim, amigos, estive no tão falado centro de compras, onde populares e camelôs disputam espaço pelas calçadas. Tudo se acha por lá, só não há como comprovar a procedência... e quando passa o tal do Rapa, a correria começa e vendedores e clientes acabem se tornando cúmplices na vigilância e na fuga. Fiquei meio tonta em meio a tantos produtos e sacoleiros, e com um sol de lascar na moleira. Sim, na Terra da Garoa, o calor imperou nos últimos dias...

Outro aspecto de São Paulo é a possibilidade de conhecer pedaços de outras culturas em locais distintos da cidade. No Bixiga, a cultura italiana encanta com sua alegria e boa comida. A cantina mais antiga do local tem mais de cem anos! Fiquei tentada a voltar em agosto, quando ocorre a Festa da Querupita, santa que dá o nome a igreja do bairro, que segundo um descendente de italiano, funcionário de uma cantina local, é uma das festas mais animadas da cidade. Pelo pouco que vi da gente que mora no bairro, o rapaz deve ter mesmo razão.

Em outro bairro, a Liberdade, um cantinho que remonta o outro lado do mundo, o Oriente. Descendentes de japoneses, coreanos, chineses se misturam, num emaranhado de sabores, odores e visões. A feirinha de domingo e suas miudezas deixam qualquer um louco. Frutas e verduras inusitadas, roupas com cortes e estampas orientais, origamis de todos os tipos. Difícil lembrar tudo que vi, mas foi uma experiência fantástica.

Eu e Soraia no bairro da Liberdade, São Paulo



Fiquei devendo algumas visitas a outros pontos da cidade, mas como já disse no início, São Paulo é muito grande e meu tempo por lá, foi muito curto. Queria ter ido ao Mercado Municipal, ao Museu do Futebol, ao Ibirapuera... mais motivos para voltar à cidade de concreto, que de perto, é menos cinza do que se imagina. O colorido está na sua gente que apesar de apressada, mostra-se amável e sorridente.

segunda-feira, 2 de março de 2009

Surpresas

Uma banda de pop rock nacional já cantou: “o amor pode estar do seu lado”. Por vezes achamos que este tipo de coisa só acontece em ficção, mas elas são realmente possíveis na vida real.

Engraçado como você pode conhecer uma pessoa há anos e, quando menos se espera, ver surgir um sentimento diferente entre ambos. Inesperado, mas intenso. Ninguém acredita que é verdade, até ver os dois juntos. Nenhum dos dois sabe explicar ao certo como tudo começou, apenas aconteceu.

Uma festa com a turma, alguns goles de bebida a mais, olhares insistentes, um beijo de surpresa, muita diversão. Nada que indicasse que a coisa iria para frente, afinal, é verão em Salvador. E só quem conhece o Verão de Salvador entende do que estou falando. E a coisa foi atravessando os ensaios e se firmou no Carnaval (!!). “Meu fevereiro foi tão bonito...”

A vida revela a cada dia a natureza surpreendente dos relacionamentos humanos. Num mundo em que a superficialidade impera, em que o prazer sem conseqüências é colocado em primeiro plano, a intensidade dos sentimentos surge de onde menos se espera. É preciso estar atento a estes momentos raros, e aproveitá-los com toda a magnitude que merecem.

Como já cantou o Barão Vermelho:

Amor, meu grande amor
Não chegue na hora marcada
Assim como as canções
Como as paixões
E as palavras...

Me veja nos seus olhos
Na minha cara lavada
Me venha sem saber
Se sou fogo
Ou se sou água...

Amor, meu grande amor
Me chegue assim
Bem de repente
Sem nome ou sobrenome
Sem sentir
O que não sente...

Pois tudo o que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim, até o começo...

Amor, meu grande amor
Só dure o tempo que mereça
E quando me quiser
Que seja de qualquer maneira...

Enquanto me tiver
Que eu seja
O último e o primeiro
E quando eu te encontrar
Meu grande amor
Me reconheça...

Pois tudo que ofereço
É, meu calor, meu endereço
A vida do teu filho
Desde o fim até o começo...

(Amor, meu grande amor – Ângela Ro Ro e Ana Terra)

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

Envolve

Envolve meus braços nos seus, criança. Embala meus sonhos e não deixa que qualquer pesadelo me alcance. Canta para mim canções de ninar, como quem embala uma criança aflita.

Envolve meu destino no seu, anjo. Leva-me para o céu com tuas asas prateadas, acaricia meu rosto enquanto me conta histórias do início dos tempos. Passeia comigo entre nuvens, faz de mim um querubim.

Envolve meu corpo no seu, vida. Tira minha roupa como criança maravilhada com brinquedo novo. Descobre cada parte de mim como um adolescente a encontrar o amor pela primeira vez. Dedica teus beijos mais doces a este momento.

Envolve minha vida na sua, bem querer. Nada te prometo além do sentimento que trago em meu coração, pois bem maior do que este eu não tenho a dar. Se te contentares apenas com minha vida na tua, se fores suficiente para ti apenas meus beijos e carinhos, terei certeza que encontrei a felicidade. Que ela perdure pelo tempo que tiver que perdurar.

Carnaval

Nada tenho a postar sobre o Carnaval, apenas que foi inesquecível. Seria injusto com tudo que vivi tentar descrever em palavras. Os momentos estarão para sempre gravados na memória, cada emoção, cada imagem, cada sensação.
Só tenho uma coisa a dizer: quem não conhece o Carnaval de Salvador não sabe o que está perdendo. É uma experiência para toda a vida!!
Cheiro, queridos!

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

Frase do dia

"As pessoas estão loucas e esses tempos são estranhos"

Bob Dylan, cantor norte-americano

sábado, 14 de fevereiro de 2009

I'm yours

Jason Mraz





Well you've done done me and you bet I felt it
I tried to be chill but you're so hot that I melted
I fell right through the cracksand now I'm trying to get back
Before the cool done run out
I'll be giving it my bestest
Nothing's going to stop me but divine intervention
I reckon its again my turn to win some or learn some

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find love love love
Listen to the music of the moment people dance and sing
We're just one big family
It's our God-forsaken right to be lonely love loved love love

So I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Do you want to, come on, scootch over closer dear
And I will nibble your ear

I've been spending way too long checking my tongue in the mirror
And bending over backwards just to try to see it clearer
But my breath fogged up the glass
And so I drew a new face and I laughed
I guess what I'll be saying is there ain't no better reason
To rid yourself of vanity and just go with the seasons
It's what we aim to do
Our name is our virtue

I won't hesitate no more, no more
It cannot wait I'm sure
There's no need to complicate
Our time is short
This is our fate, I'm yours

Well open up your mind and see like me
Open up your plans and damn you're free
Look into your heart and you'll find that the sky is yours
so please don't please don't please don't.
There's no need to complicate
'cause our time is short
This oh this oh this is our fate I'm yours

Oh I'm yours

PS: Essa canção, sim, demonstra bem a fase que estou vivendo, guys! Enjoy it!

Férias, please

A mente cansada se reflete no corpo. Nossa, quanto peso. Levantar da cama é uma tortura... o alarme bem que poderia ser mágico, para deixar que você durma mais uma meia-hora.

Falta paciência com os pequenos obstáculos do dia-a-dia. Engarrafamentos tiram qualquer um do sério, mas tem dias que um simples sinal vermelho pode enfurecer você. Estacionar ao chegar no escritório; fila no elevador; o telefone que toca, mal você coloca a bolsa em cima da mesa. Por que eu saí de casa mesmo?

Eu tenho um amigo que diz que se trabalhar fosse bom e trouxesse alguma satisfação, a gente não seria pago para realizá-lo. Seria um hobby. Não chego a ser tão radical, mas nos últimos tempos, essas oito horas de segunda a sexta tornaram-se intermináveis. Vai saindo tudo no automático. Telefone, e-mail, relatório, reunião, evento, reunião, e-mail... aaaaaah, posso ir para casa?

Quando se está no limite, a única coisa que pode consolar são as férias. Ah, férias... 30 dias de ócio extremo. Viagens, descanso. Nada de telefone e reunião. Momento que parece durar tão pouco. Por que quando se está trabalhando as horas passam tão devagar?

Não consigo imaginar pessoas que não tiram férias por opção. Que vão acumulando até que se tornem compulsórias. Adoro o que faço, as pessoas com quem trabalho, mas tem horas que a gente cansa. Precisamos ficar sem fazer nada, até para retornarmos revigorados para as atividades de rotina.

Estou contando os dias para as minhas férias. Corpo e mente irão agradecer... e muito!

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

Amado

Composição e interpretação: Vanessa da Mata

Como pode ser gostar de alguém
E esse tal alguém não ser seu

Fico desejando nós gastando o mar

Pôr-do-sol, postal, mais ninguém


Peço tanto a Deus

Para lhe esquecer

Mas só de pedir me lembro

Minha linda flor

Meu jasmim será

Meus melhores beijos serão seus


Sinto que você é ligado a mim

Sempre que estou indo, volto atrás

Estou entregue a ponto de estar sempre só

Esperando um sim ou nunca mais


É tanta graça lá fora passa

O tempo sem você

Mas pode sim

Ser sim amado e tudo acontecer


Sinto absoluto o dom de existir,

Não há solidão, nem pena

Nessa doação, milagres do amor

Sinto uma extensão divina


É tanta graça lá fora passa

O tempo sem você

Mas pode sim

Ser sim amado e tudo acontecer

Quero dançar com você

Dançar com você

Quero dançar com você

Dançar com você